As ações de controle da tuberculose na atenção primária à saúde: a visão do doente

AUTOR(ES)
FONTE

IBICT - Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia

DATA DE PUBLICAÇÃO

09/12/2011

RESUMO

A tuberculose (TB) é uma doença de grande repercussão no contexto mundial atual. No Brasil, o controle da doença foi direcionado para a Atenção Primária à Saúde, em virtude da determinação do Ministério da Saúde de descentralizar as ações de saúde para a Atenção Básica. Dessa forma, desde então as ações de diagnóstico, controle e tratamento da doença devem acontecer nesse contexto, porém, ainda existem muitos entraves que podem dificultar a realização dessas determinações. Este estudo tem o objetivo analisar o desenvolvimento das ações de controle de TB desenvolvidas nos serviços de Atenção Primária à Saúde, a partir da visão do doente. O estudo é descritivo, de corte transversal e quantitativo. A população é constituída por 517 doentes de tuberculose em tratamento nas Unidades de Atenção Primária à Saúde no Município de Natal/RN; a amostra é formada por 93 doentes de TB. O instrumento de coleta é estruturado, baseado no The Primary Care Assessment Tool (PCAT), validado no Brasil e adaptado para avaliar a atenção à TB no Brasil, com modificações. Tal instrumento foi dividido em blocos: o primeiro correspondeu às informações sociodemográficas do doente de TB e o segundo às ações de controle, diagnóstico e tratamento de TB nos serviços de saúde (SS), e inclui questões relacionadas às dimensões da atenção primária: acesso, vínculo, elenco de serviços, coordenação da atenção, orientação à comunidade e enfoque na família. Para análise quantitativa, construíram-se indicadores para cada item do instrumento. Os padrões de respostas são seguidos de acordo com a escala de Likert, à qual se atribuiu um valor entre 1 e 5, que significaram o grau de relação de preferência (ou concordância) das afirmações. Os valores entre 1 e 3 foram considerados insatisfatórios para o indicador; entre 3 e menores que 4, regulares; e, entre 4 e 5, satisfatórios. Os resultados indicam que 62,37% dos doentes eram homens, 27,96% com faixa etária de 41 a 50 anos, sendo 34,41% desempregados, de baixa escolaridade e baixa renda familiar. Verificou-se que os serviços hospitalares de referência são a porta de entrada para o doente (59,14%), e também os locais de diagnóstico da doença (72,04%). Sobre o acesso, as condições encontradas foram satisfatórias quanto: ao número de vezes em que precisavam buscá-lo até o atendimento ao problema de saúde, à marcação e à facilidade para conseguir consulta no SS, à realização do atendimento sem prejuízos ao comparecimento do indivíduo ao trabalho, e às facilidades referentes à proximidade entre a residência e os serviços; foram consideradas insatisfatórias as condições relacionadas ao deslocamento até o SS, e sobre horário e dias de funcionamento dos serviços. No que se refere ao elenco de serviços, foram satisfatórias ou regulares as ações relacionadas à solicitação de exames até a sua viabilização no primeiro SS, à disponibilização de pote para realização de baciloscopia e de medicamentos para o tratamento, além da realização de consultas de controle e recebimento de informações sobre a doença e o tratamento realizado; considerou-se insatisfatórias a realização de atendimento domiciliar ao doente de TB por parte do SS que atua como porta de entrada, a realização do Tratamento Diretamente Observado (TDO), de visitas domiciliares durante o tratamento, de oferta de auxílio-transporte ao doente e de existência de grupos para doentes de TB. Em relação à coordenação da atenção, resultou em regular a ação de encaminhamento do doente a outros SS para obtenção de exames; e como insatisfatório o encaminhamento para obtenção de medicamentos. Já as relações de vínculo entre doente e equipe de saúde foram consideradas em sua maioria satisfatórias ou regulares. Quanto ao enfoque familiar e comunitário, foi satisfatório apenas o indicador referente aos questionamentos dos profissionais ao doente sobre a existência de sintomáticos respiratórios na família. Considera-se que há necessidade de maior compromisso dos agentes governamentais para com os incentivos obrigatórios ao controle da TB, assim como da disponibilização dos insumos necessários e capacitação dos recursos humanos que atuam na APS, na contínua busca de fortalecimento da atenção primária, como lugar do mais amplo acolhimento às necessidades de contato do usuário com as ações e os profissionais de saúde. Recomenda-se a adoção de mecanismos de gestão possíveis de ampliar a capacidade resolutiva da APS, promovendo a prestação dos serviços ao usuário e assegurando a atenção à saúde da população.

ASSUNTO(S)

enfermagem tuberculose atenção primária à saúde efetividade. enfermagem nursing tuberculosis primary health care effectiveness.

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