Tecnicas de fisioterapia respiratoria: efeito nos parametros cardiorrespiratorios e na dor do neonato estavel em UTIN

AUTOR(ES)
FONTE

Rev. Bras. Saude Mater. Infant.

DATA DE PUBLICAÇÃO

30/11/2013

RESUMO

OBJETIVOS: verificar os efeitos de técnicas de fisioterapia respiratória (TFR) na dor e na função cardiorrespiratória de recém-nascidos (RN) clinicamente estáveis com prescrição de TFR, internados em unidade de terapia intensiva neonatal. MÉTODOS: ensaio clínico randomizado cego. Os RN foram alocados em três grupos: G1-controle; G2- fisioterapia convencional; G3-reequilíbrio tóracoabdominal. Neonatos do G2 e G3 receberam intervenção em atendimento único. Todos foram avaliados antes, imediatamente após e 15 minutos após o término da intervenção/repouso quanto aos parâmetros cardiorrespiratórios (saturação periférica de oxigênio/SpO2, frequências cardíaca/fc e respiratória/fr) e dor (escalas específicas: NIPS, NFCS e PIPP). Para análise dos dados foram aplicados: testes qui-quadrado, Friedman, Kruskal- Wallis e, posteriormente, análise de comparações múltiplas, com p<0,05 significativo. RESULTADOS: participaram do estudo 60 RN, dos quais 56,7% eram do sexo feminino, 68,3% prétermo/ muito baixo peso, com média de idade gestacional corrigida de 38,88 ± 2,03 semanas, idade de 13,22 ± 7,37 dias e peso de 1603,42 ± 439,16 gramas. Antes da intervenção, os grupos eram equivalentes quanto à presença de dor e parâmetros cardiorrespiratórios basais. Comparando os efeitos de cada um dos procedimentos, entre os grupos e no decorrer das três avaliações, não houve alterações significativas em nenhum dos parâmetros cardiorrespiratórios avaliados (p>0,05) e em relação à dor houve mudanças significativas nas escalas NIPS (G1 e G2, p=0,037 e p=0,011, respectivamente) e PIPP (G2, p=0,005). CONCLUSÕES: técnicas de fisioterapia respiratória não desencadearam dor, nem instabilidade cardiorrespiratória nos RN estudados. OBJECTIVES: to identify the effects of respiratory physiotherapy techniques (RPTs) on pain and cardiorespiratory functioning in clinically stable newborns, in a neonatal intensive care unit. METHODS: a blind randomized clinical assay was carried out. The newborns were allocated to three groups: G1-control; G2-conventional physiotherapy; G3-thoracic-abdominal re-equilibrium therapy. The newborns in G2 and G3 received a single intervention. All were evaluated prior to, immediately after and 15 minutes after the intervention and subsequent rest for cardio-respiratory parameters (peripheral oxygen/SpO2 saturation, cardiac /fc and respiratory /fr frequency) and pain (specific scales: NIPS, NFCS and PIPP). The data were analyzed using the chisquared, Friedman, and Kruskal-Wallis tests, then by way of multiple comparisons. The level of significance was p<0.05. RESULTS: sixty newborns were included in the study, of whom 56.7% were female, 68.3% preterm/very low weight, with a mean corrected gestational age of 38.88 ± 2.03 weeks, a mean age of 13.22 ± 7.37 days and mean weight of 1603.42 ± 439.16 grams. Prior to the intervention, there was no difference between the groups in terms of pain or baseline cardio-respiratory parameters. Comparison of the effects of each of the procedures, between groups and between the three evaluations, revealed no significant alterations in the cardio-respiratory parameters under study (p>0.05). In relation to pain, there were significant changes in the NIPS scale (G1 and G2, p=0.037 and p=0.011, respectively) and in the PIPP scale (G2, p=0.005). CONCLUSIONS: respiratory physiotherapy techniques did not produce pain or cardio-respiratory instability in the newborns studied.

ASSUNTO(S)

health sciences

Documentos Relacionados