Preferências dos adolescentes sobre os cuidados de saúde

AUTOR(ES)
FONTE

Ciênc. saúde coletiva

DATA DE PUBLICAÇÃO

30/05/2019

RESUMO

Resumo Os adolescentes subutilizam os serviços de saúde sobretudo para efeitos de vigilância, o que constitui uma preocupação para os profissionais. Porque a adolescência é uma fase crucial à aquisição de comportamentos saudáveis e de atitudes facilitadoras do acesso a estes serviços, por isso encontrar formas de responder às necessidades específicas dos adolescentes, através da sua participação, constitui um importante investimento no bem-estar das gerações futuras. Este estudo exploratório e descritivo, de natureza qualitativa, com duas fases, teve como objetivos identificar e analisar as ideias e preferências dos adolescentes sobre os cuidados de saúde. Realizaram-se oito entrevistas de grupo com 64 adolescentes dos 13 aos 18 anos: quatro grupos focais (fase 1) e quatro grupos nominais (fase 2). Os dados foram tratados através da análise de conteúdo. Emergiram opiniões favoráveis e desfavoráveis. Nas suas preferências destacaram-se, nas condições dos serviços, haver menos tempo de espera e ambientes mais confortáveis e menos lotados; nas atitudes dos profissionais privilegiaram as competências técnicas, como o saber e a experiência, embora associadas às competências relacionais. Os resultados suportam a necessidade de mudanças nas práticas organizacionais e sobretudo nas atitudes dos profissionais.Abstract Adolescents underutilize health services, especially for monitoring purposes, which represents a concern for professionals. Since adolescence is a crucial phase in acquiring healthy behaviors and attitudes that facilitate access to these services, finding ways to respond to the specific needs of adolescents through their participation is an important investment in the well-being of future generations. This is an exploratory, descriptive and qualitative study with two phases, seeking to identify and analyze adolescents' ideas and preferences about healthcare. Eight group interviews were conducted with 64 adolescents aged 13 to 18 years: four focus groups (phase 1) and four nominal groups (phase 2). The data was submitted to content analysis. The adolescents revealed both favorable and unfavorable opinions, highlighting a set of preferences regarding service conditions, such as short waiting periods, more comfortable and less crowded settings. Concerning the professionals’ attitudes, they emphasized their technical competencies, such as knowledge and experience, although combined with interpersonal skills. These findings support the need for changes in organizational practices, and particularly in the attitudes of the professionals.

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