Precarização do mercado de trabalho de auxiliares e técnicos de Enfermagem no Ceará, Brasil

AUTOR(ES)
FONTE

Ciênc. saúde coletiva

DATA DE PUBLICAÇÃO

20/12/2019

RESUMO

Resumo O artigo analisa o mercado de trabalho de auxiliares e técnicos de enfermagem no Ceará, nos anos de 2013 a 2017, nos aspectos relacionados à precarização do trabalho. Duas fontes de dados foram empregadas. A Pesquisa sobre o Perfil da Equipe de Enfermagem no Brasil (PPEB), de caráter transversal, foi utilizada como linha de base, e a Relação Anual de Informações Sociais-RAIS, longitudinal, possibilitou o estudo da evolução de algumas das variáveis relacionadas à precarização do trabalho. Dada a pequena quantidade de estudos semelhantes para essa categoria profissional, optou-se por realizar uma abordagem exploratória que subsidiou uma discussão crítica dos resultados. A precarização do trabalho de auxiliares e técnicos de enfermagem é sustentada por evidências empíricas nas quatro perspectivas adotadas pela Organização Internacional do Trabalho-OIT: temporal, econômica, social e organizacional. Embora seja um mercado com saldo positivo de admissões em relação aos desligamentos, os empregos apresentam baixos salários, vínculos precários, alta rotatividade, ausência de perspectiva de ascensão e condições adversas de trabalho, como exposição a violência, discriminação e acidentes. Conclui-se que os dados da RAIS corroboram os achados da PPEB e apontam que inexiste qualquer tendência de melhora dessa situação.Abstract The article analyzes the labor market of nursing assistants and technicians in the State of Ceará, Brazil, from 2013 to 2017, concerning job insecurity aspects. Two data sources were employed. The cross-sectional Brazilian Nursing Team Profile Survey (PPEB) was used as the baseline, and the longitudinal Annual List of Social Information (RAIS) database, allowed the study of the trend of some of the variables related to job insecurity. Given the small number of similar studies for this professional category, we opted for an exploratory data approach that supported a critical discussion of the results. The job insecurity of nursing assistants and technicians is supported by empirical evidence in the four perspectives adopted by the International Labor Organization-ILO: time-related, economic, social, and organizational. While it is a market with a positive balance of admissions compared to layoffs, jobs have low salaries, poor work relationships, high turnover, lack of prospect of career advancement, and adverse working conditions such as exposure to violence, discrimination, and accidents. We can conclude that RAIS data corroborate the PPEB findings, and point out that there is no trend of improvement for this situation.

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