Parâmetros ecocardiográficos associados com a congestão pulmonar na miocardiopatia chagásica

AUTOR(ES)
FONTE

Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical

DATA DE PUBLICAÇÃO

2010-06

RESUMO

INTRODUÇÃO: Na miocardiopatia chagásica, é considerado haver uma menor intensidade de congestão pulmonar, mesmo na vigência de disfunção ventricular esquerda importante, não havendo ainda explicação definitiva para este fenômeno. O objetivo deste estudo foi de investigar a presença de congestão pulmonar na miocardiopatia chagásica e analisar se a intensidade da congestão esteve associada com parâmetros morfofuncionais ecocardiográficos de disfunção cardíaca. MÉTODOS: Cinquenta e cinco pacientes com sorologia positiva para o Trypanosoma cruzi e portadores de miocardiopatia chagásica foram estudados. Todos os pacientes foram submetidos ao estudo radiológico do tórax, ecocardiograma e dosagem plasmática do peptídeo natriurético cerebral. O grau de congestão pulmonar foi quantificado através de um escore da congestão pulmonar, e então comparado com os parâmetros ecocardiográficos. RESULTADOS: A idade média foi de 48.5 ± 1.2 anos e 29% eram mulheres. A maior (95%) parte dos pacientes encontrava-se na classe funcional I e II. Discreta congestão pulmonar à radiografia do tórax foi encontrada em 80% dos pacientes. Na análise multivariada, a fração de ejeção do ventrículo esquerdo, o índice de TEI do ventrículo direito e a velocidade ao color M mode foram as variáveis que mais estiveram associadas com o grau de congestão pulmonar. CONCLUSÕES: Nos pacientes com miocardiopatia chagásica, as alterações do fluxo venoso pulmonar foram frequentes, porém discretas. O grau de congestão pulmonar associou com parâmetros ecocardiográficos de disfunção ventricular esquerda e direita e com a velocidade do color M mode.

ASSUNTO(S)

doença de chagas ecocardiografia congestão pulmonar

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