Perícia fonoaudiológica: conhecimento e atuação dos profissionais da fonoaudiologia de dois estados do Brasil

AUTOR(ES)
FONTE

Rev. CEFAC

DATA DE PUBLICAÇÃO

30/09/2013

RESUMO

OBJETIVO: analisar o conhecimento e a atuação em perícia fonoaudiológica de profissionais atuantes em dois Estados brasileiros. MÉTODO: o estudo foi realizado com 71 fonoaudiólogos de ambos os gêneros com idade entre 21 a 52 anos, atuantes nos estados da Bahia e Paraná. O conhecimento e atuação na perícia fonoaudiológica foram avaliados por meio da aplicação de um questionário. RESULTADOS: verificou-se que 94,4% dos indivíduos pesquisados são do gênero feminino, com média de idade de 28 anos, formados em sua maioria há no máximo cinco anos, sendo que 59,2% destes já possuem pós-graduação. A grande maioria dos indivíduos não teve contato com perícia durante a graduação e poucos buscaram cursos sobre o tema depois de formados. Analisando em conjunto os demais dados coletados, constatou-se que o conhecimento da população estudada é insuficiente nessa área e que a atuação do fonoaudiólogo em perícia é bastante restrita. CONCLUSÃO: a pesquisa e a inserção de matéria específica sobre Perícia Fonoaudiológica nos cursos de graduação e/ou pós-graduação são de suma importância, pois a perícia em fonoaudiologia mostrou-se um tema pouco abordado, fazendo com que os profissionais tenham um escasso conhecimento sobre o mesmo, levando a uma atuação muito restrita dentre os profissionais da área.PURPOSE: to analyze the knowledge and the performance in speech-language pathology assessment by professionals in two Brazilian states. METHOD: the study was conducted with 71 male and female speech therapists, aged 21 to 52, working in the states of Bahia and Parana. Their knowledge and performance in speech-language pathology assessment was estimated by applying a questionnaire. RESULTS: we found that 94.4% of the interviewees are female, aged on average 28 years, graduated for no more than 5 years, and 59.2% of them have post-graduate certificates. Most of the individuals did not have any contact with assessment during their graduation and few of them took courses on the theme after the completion of the undergraduate programs. Analyzing the other data collected, we verified that the knowledge of the studied population is insufficient in this field and that the speech therapist's performance in assessment is rather restricted. CONCLUSION: more research and the inclusion of a course on Assessment in Speech-Language Pathology undergraduate and/or graduate programs are extremely important, for assessment was found to be little studied, resulting in a scarse knowledge of it by professionals, which leads to its very restricted conduction among professionals in the area.

ASSUNTO(S)

health sciences

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