Assédio moral no âmbito hospitalar: estudo com profissionais de enfermagem / Moral harassment in hospitals: study with nursing professionals.

AUTOR(ES)
FONTE

IBICT

DATA DE PUBLICAÇÃO

28/02/2012

RESUMO

INTRODUÇÃO: O assédio moral vem ocorrendo com frequência nas relações de trabalho, instalando-se como uma violência psicológica silenciosa e acarretando danos à dignidade e à integridade física e mental da vítima. OBJETIVOS: Investigar as situações de assédio moral vivenciadas por enfermeiros, técnicos e auxiliares de Enfermagem no âmbito hospitalar; identificar os agressores dos profissionais de Enfermagem e suas características; elencar as características das vítimas do assédio moral; averiguar as causas do assédio moral em trabalhadores de Enfermagem no contexto hospitalar; e verificar as consequências do assédio moral para os profissionais inseridos no estudo. METODOLOGIA: Trata-se de uma pesquisa exploratória, com abordagem quantitativa, desenvolvida em um hospital público de João Pessoa-PB, com 165 profissionais de Enfermagem. A coleta de dados ocorreu no período de abril a julho de 2011, por meio de um questionário. O material empírico foi analisado quantitativamente, usando-se o Programa Statistical Package for the Social Sciences (SPSS). RESULTADOS: Participaram do estudo 47 enfermeiros, 42 técnicos e 76 auxiliares de Enfermagem, com predomínio do sexo feminino, raça parda e tempo de atuação hospitalar superior a 15 anos para as três categorias, faixa etária entre 50 e 60 anos (enfermeiros) e, 30 e 40 anos (técnicos e auxiliares). O estado civil mais presente para enfermeiros e auxiliares foi o casado, e para os técnicos ficou dividido entre solteiros e casados. A faixa salarial de dois a seis salários mínimos, para técnicos e auxiliares, e de seis a quatorze, para enfermeiros. Constatou-se que 33,33% dos trabalhadores de Enfermagem foram vítimas de assédio moral no trabalho, principalmente o enfermeiro (36,17%). No tocante às situações de assédio moral, a mais frequente para as três categorias foi a que o agressor criticava seu trabalho de forma injusta ou exagerada, e o tempo de exposição variou de três meses a mais de dez anos. No que diz respeito ao agressor, o enfermeiro foi quem mais praticou o assédio moral, e a principal característica - é sempre aquele que tem razão, sendo apontada pelas três categorias. No tocante a caracterização das vítimas de assédio moral, percebeu-se que 94,55% eram do sexo feminino; 35,85%, com idade entre 40 e 50 anos; 50,91% eram pardos; 47,27%, casados; e a faixa salarial predominante situava-se entre 10 e 14 salários mínimos (enfermeiros) e entre 02 a 06 (técnicos e auxiliares). No concernente ao motivo da ocorrência do assédio, o mais apontado pelos enfermeiros e auxiliares foi por não se curvarem ao autoritarismo e para os técnicos, foi por ser dedicado ao trabalho. Sobre as consequências para a vítima, observaram-se danos psicopatológicos, psicossomáticos e comportamentais. CONCLUSÃO: Foi possível vislumbrar que o assédio moral está presente no trabalho da Enfermagem, no contexto hospitalar, e isso acarreta consequências desastrosas para a saúde das vítimas. Nesse sentido, espera-se que os resultados obtidos a partir desta dissertação possam subsidiar novas investigações sobre a temática, cujos estudos ainda são incipientes, e o assédio moral é a mais grave ameaça à saúde dos trabalhadores a ser enfrentada.

ASSUNTO(S)

enfermagem ambiente de trabalho saúde do trabalhador enfermagem violência psicológica ambient of work workers health psychological violence nursing working conditions condições de trabalho

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