A saúde do homem que vive a situação de infertilidade: um estudo de Representações Sociais

AUTOR(ES)
FONTE

Esc. Anna Nery

DATA DE PUBLICAÇÃO

2014-12

RESUMO

Objetivo: Descrever as representações sociais dos profissionais de saúde sobre o homem acerca da infertilidade e analisar as repercussões dessas representações na assistência. Métodos: Pesquisa qualitativa, sustentada na Teoria das Representações Sociais na perspectiva processual. Cenário foram dois hospitais universitários do Rio de Janeiro. Participaram profissionais de saúde da área biomédica e de ciências humanas, trabalhadores em reprodução humana. Para análise utilizou-se a Análise de Conteúdo de Bardin. Resultados: Os resultados indicam que as representações dos profissionais de saúde estão ancoradas nas questões de gêneros e a formação acadêmica interfere nesta construção. A infertilidade no homem foi representada como um problema específico da mulher, não considerando o homem como sujeito da assistência. Conclusão: Conclui-se que os profissionais se sentem despreparados para assisti-lo, reconhecendo a precariedade dos serviços de saúde sexual e reprodutiva para acolhê-lo, apesar da existência de movimentos de novas estratégias de assistência. Objective: The study describes the social representations of health professionals about the infertile man and analyzes the implications of these representations in care. Methods: Quantitative research based on the Theory of Social Representations in the procedural perspective. The study was undertaken at two university hospitals in Rio de Janeiro. The participants were health professionals from the field of biomedicine and humanities who worked in human reproduction. Bardin's Content Analysis was used for analysis. Results: The results indicated that the professionals' representations are based on gender issues and that the academic education can interfere in this construction. Infertility in men was represented as a specific problem of women, without considering man as the subject of care. Conclusion: The practitioners do not feel prepared to attend to these men. They recognize the precariousness of sexual and reproductive health services, although there are movements towards new care strategies.

ASSUNTO(S)

health sciences

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