Trabalho, educação e identidade : problematizando a formação e a pratica do medico do Programa de Saude da Familia

AUTOR(ES)
DATA DE PUBLICAÇÃO

2003

RESUMO

Este estudo compreende a identidade como um processo em contínuo desenvolvimento e tem o objetivo de investigar o processo de formação de identidade do médico do Programa de Saúde da Família. A pesquisa iniciou com o relato de profissionais da área de saúde que descreveram o seu cotidiano de trabalho e enfocaram: a organização do trabalho; o controle; a percepção de si e dos outros; as relações de poder, entre outros aspectos. A análise destes relatos possibilitou a escolha de dez médicos do Programa de Saúde da Família dos quais optamos por analisar sete com o propósito de conhecer as suas expectativas e experiências de vida e verificar a existência de típicos "médicos da família". Posteriormente, dos relatos obtidos, optamos por selecionar dois depoentes com o objetivo de analisar o processo de formação de identidade, visto que reuniam características sintetizadoras dos outros médicos, o que possibilitaria identificar os personagens da identidade-mito do médico da família. A narrativa destes depoentes caracterizaram duas tendências: uma refere-se ao médico que internaliza e vive o papel social cristalizado do médico e a outra refere-se ao médico que tem possibilidades de desenvolver uma identidade emancipada dos papéis sociais. Na análise dos relatos verificamos que a família, a escola e o trabalho contribuíram ora facilitando, ora impedindo a possibilidade de reflexão e crítica dos papéis sociais e de reestruturação destes papéis pela ação dos indivíduos. As narrativas dos médicos mostraram que por meio de práticas críticas, eles podem desenvolver a reflexão em busca de uma identidade em emancipação

ASSUNTO(S)

medicos - formação profissional trabalho familia saude identidade politicas publicas

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