SubstituiÃÃo do farelo de soja pela torta de mamona destoxificada em dietas para ovinos: valor nutritivo e desempenho bioeconÃmico / Replacing of soybean meal by detoxified castor cake in sheep diets: nutritive value and bioeconomic performance

AUTOR(ES)
FONTE

IBICT - Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia

DATA DE PUBLICAÇÃO

21/12/2009

RESUMO

Este trabalho foi conduzido com o objetivo de avaliar o valor nutritivo e desempenho bioeconÃmico de ovinos alimentados com quatro nÃveis de substituiÃÃo (0; 33; 67 e 100%) do farelo de soja (FS) pela torta de mamona destoxificada (TMD), no perÃodo de agosto de 2008 a marÃo de 2009. O experimento foi conduzido no NÃcleo de Ensino e Estudos em Forragicultura (NEEF), pertencente ao Departamento de Zootecnia da Universidade Federal do CearÃ, localizada em Fortaleza, CearÃ. Utilizou-se 40 ovinos mestiÃos de Morada Nova, machos, inteiros, com peso vivo inicial de 18,7  1,62 kg e idade de 6,5 meses, sendo 20 animais para o ensaio de digestibilidade e 20 para o ensaio de consumo de nutrientes, comportamento e desempenho. O delineamento experimental para os dados de consumo, digestibilidade de nutrientes, balanÃo energÃtico e nitrogenado, desempenho produtivo e caracterÃsticas da carcaÃa foi o de blocos completos ao acaso com quatro tratamentos e cinco repetiÃÃes. O delineamento utilizado para os dados de comportamento ingestivo foi o de parcelas subdivididas, com nÃveis de substituiÃÃo do FS pela TMD sendo as parcelas e o perÃodo do dia, as subparcelas, com cinco repetiÃÃes (ovinos) por tratamento. O volumoso utilizado foi o feno de capim-tifton 85. Observou-se efeito linear decrescente (P<0,05) dos nÃveis de substituiÃÃo do FS pela TMD para o CMS e CMO. A equaÃÃo de regressÃo apresentou efeito linear decrescente no CPB. Observou-se efeito quadrÃtico dos nÃveis de substituiÃÃo sobre o CFDN, com o mÃximo de 1,77% PV com 70% de substituiÃÃo. Observou-se efeito linear crescente dos nÃveis de substituiÃÃo da TMD pelo FS sobre o CFDA. O consumo de EE em g/dia, nÃo foi influenciado pela adiÃÃo da TMD Ãs dietas, com mÃdia de 46,55 g/dia. Houve reduÃÃo linear no consumo de carboidratos nÃo-fibrosos (CCNF), 0,12 g/kg0,75 para cada 1% de adiÃÃo de TMD Ãs dietas. Observou-se efeito (P<0,05) linear decrescente dos nÃveis de substituiÃÃo do farelo de soja (FS) pela torta de mamona destoxificada (TMD) sobre DMS e DMO. NÃo foi observado efeito (P>0,05) dos nÃveis de substituiÃÃo do FS pela TMD na DPB, com mÃdia igual a 76,63%. NÃo houve efeito (P>0,05) dos nÃveis de substituiÃÃo do FS pela TMD sobre a DFDN e DFDA, com mÃdia igual a 55,36 e 50,86%, respectivamente. A elevaÃÃo da DEE com o aumento de TMD Ãs dietas deveu-se ao elevado teor de EE da TMD (6,10%), contra 1,8% do FS. Observou-se reduÃÃo linear (P<0,05) dos nÃveis de substituiÃÃo do FS pela TMD sobre a DCT. NÃo foi verificado efeito dos nÃveis de substituiÃÃo do FS pela TMD sobre a DCNF, com mÃdia igual a 84,68%. Observou-se reduÃÃo linear (P<0,05) dos nÃveis de substituiÃÃo do FS pela TMD sobre o NDT. Os consumos de energia bruta (CoEB), energia digestÃvel (CoED), energia metabolizÃvel (CoEM) e energia lÃquida de mantenÃa (CoElm), apresentaram efeito linear decrescente (P>0,05) com a elevaÃÃo dos nÃveis de substituiÃÃo do FS pela TMD. Foi observado efeito linear decrescente (P<0,05) dos nÃveis de substituiÃÃo do FS pela TMD sobre o N ingerido, N fecal e N urinÃrio, com estimativas de 0,06 g/dia, 0,02 g/dia e 0,04 g/dia, respectivamente, para cada 1% de adiÃÃo de TMD Ãs dietas. NÃo foi observada interaÃÃo (P>0,05) entre nÃveis de substituiÃÃo do FS pela TMD para a variÃvel ingestÃo de raÃÃo (IR). Entretanto, quanto ao perÃodo do dia, observou-se maior tempo de IR entre 8-11 h. O tempo de ruminaÃÃo nÃo foi afetado (P>0,05) pelos nÃveis de substituiÃÃo do FS pela TMD. Quanto à variÃvel TA, o nÃvel de 67% TMD foi superior Ãquele de 100%. Quanto Ãs variÃveis Ãcio acordado e dormindo, nÃo foram observados efeitos dos nÃveis de substituiÃÃo do FS pela TMD. O parÃmetro freqÃÃncia de ingestÃo de Ãgua foi afetada (P<0,05) apenas pelos perÃodos do dia, e predominou entre 8 e 11 h e 14 Ãs 17 h. A freqÃÃncia de micÃÃo e de defecaÃÃo foi elevada no nÃvel 67% de substituiÃÃo do farelo de soja pela torta de mamona destoxificada. Os parÃmetros TMT, MMnd, MMnb, MMtb e NRD nÃo foram afetados (P>0,05) pelos diferentes nÃveis de substituiÃÃo do FS pela TMD. Observou-se efeito linear crescente (P<0,05) dos nÃveis de substituiÃÃo do FS pela TMD sobre a duraÃÃo mÃdia por refeiÃÃo. Verificou-se que nÃo houve efeito (P>0,05) dos nÃveis de substituiÃÃo do FS pela TMD sobre o peso vivo ao abate, bem como para o GPT durante o confinamento. Entretanto, observou-se reduÃÃo linear decrescente (P<0,05) dos nÃveis de substituiÃÃo da TMD pelo FS no GMD e da CA. O nÃmero de dias para os ovinos ganharem 12 kg elevou-se linearmente (P<0,05) à medida que aumentou a TMD na dieta. Os nÃveis de substituiÃÃo FS pela TMD estudados nÃo influenciaram (P>0,05) as medidas biomÃtricas dos ovinos, que correspondem ao comprimento corporal, altura anterior e posterior, largura do peito e da garupa, perÃmetro torÃcico e compacidade corporal. NÃo foi observado efeito (P>0,05) dos nÃveis de substituiÃÃo do FS pela TMD sobre o PVf, PVAJ, PCVZ, PCQ e PCF. O RCQ foi afetado (P<0,05) pelos nÃveis de substituiÃÃo, apresentando resposta linear decrescente. O mesmo comportamento foi observado para o RCF. Observou-se ainda efeito quadrÃtico (P>0,05) dos nÃveis de substituiÃÃo do FS pela TMD sobre PR, com ponto de mÃnimo de 1,43% com 75% de substituiÃÃo. Os nÃveis de substituiÃÃo do FS pela TMD estudados nÃo influenciaram (P>0,05) as medidas morfomÃtricas dos ovinos (P>0,05), que correspondem ao comprimento externo da carcaÃa, comprimento e perÃmetro da perna, largura e perÃmetro da garupa, largura do tÃrax e Ãndice de compacidade da carcaÃa. A Ãrea de olho-de-lombo (AOL) apresentou efeito linear negativo (P<0,05) dos nÃveis de substituiÃÃo do FS pela TMD. O peso da costela e os rendimentos da costela e da paleta foram influenciados (P<0,05) de forma linear e decrescente pelos nÃveis de substituiÃÃo do FS pela TMD, enquanto o peso e o rendimento das demais regiÃes nÃo apresentaram efeito (P>0,05) dos nÃveis de substituiÃÃo. ProjeÃÃes econÃmicas indicaram que somente o sistema que nÃo utilizou torta de mamona destoxificada em dietas para ovinos apresentou Ãndices econÃmicos viÃveis, com venda de R$ 5,20/kg PV; R$ 15,00/kg de carcaÃa e 16,90/kg de corte comercial. ProjeÃÃes econÃmicas indicaram que à medida que à incluÃda torta de mamona destoxificada na dieta dos ovinos, Ãndices econÃmico-financeiros diminuem, proporcionando decrÃscimos na lucratividade.

ASSUNTO(S)

zootecnia anÃlise econÃmico-financeira comportamento ingestivo confinamento ganho mÃdio diÃrio ricinus communis financial-economic analysis ingestive behavior confinement average daily gain ricinus communis mamona - utilizaÃÃo ovino - alimentaÃÃo e raÃÃes ovino - nutriÃÃo

Documentos Relacionados

Finalmente… a Conclusão do TCC em 3 Passos Simples! Se você disser que eu falei isso, eu nego, mas, para mim, a Conclusão do TCC deveria ter outro nome. Algo como: A Doce Arte de Encher Linguiça! Seus professores e orientadores podem até tentar te convencer do contrário. Podem usar inúmeros argumentos para te convencer de que a conclusão do TCC é um elemento fundamental, e, dependendo da retórica do seu professor, você até pode comprar essa bobagem como verdade. Mas se você conhece o Ler artigo

Você sabe o que escrever na introdução do seu TCC? Você já parou na frente do seu computador sem ter a menor ideia sobre a introdução do seu TCC, o que escrever e por onde começar? Eu já passei por isso. E como eu não desejo essa situação para ninguém, é hora de resolver esse problema. Muita gente, mas muita gente mesmo me pergunta: “Amilton, o que eu devo escrever na Introdução do meu TCC?” Aí vai a resposta: A Introdução do seu TCC é Ler artigo

Como fazer TCC? Nas últimas semanas tenho visto milhares de alunos com dificuldades, sem saber o que fazer, que simplesmente ficam parados na frente do computador e não conseguem escrever uma única palavra sequer. Neste texto, nós vamos ver como mudar essa situação de uma vez por todas! Alguns alunos me mandam e-mails perguntando Como Fazer TCC passo a passo. Bom, em primeiro lugar, essa é uma dificuldade muito comum, vivida por 99,9% dos alunos de faculdades no Brasil e no mundo! Os outros 0,01% Ler artigo

Se o seu (des)orientador pediu para você fazer os Resultados e Discussão no TCC, mas não te explicou o que é isso e nem mostrou Como Fazer, este artigo é para você! Você quer Aprender Definitivamente O Que São e Como Fazer os Resultados e Discussão no seu TCC, não quer? Então, você tem que dar uma olhada no VÍDEO deste artigo. Aprenda de maneira Rápida e Definitiva Como Fazer os Resultados e Discussão no TCC, com exemplos Simples e Objetivos para trabalhos com Pesquisa de Campo Ler artigo

Se você quer aprender Como Fazer Citações para o TCC de forma fácil e não ser acusado de plágio, então, recomendo fortemente que leia esse artigo até o final… E não se esqueça de assistir o vídeo logo abaixo! Imagina só… você fez todo o seu TCC, está aliviado, radiante, tirou um peso das costas… aí, PAH! Seu orientador diz que o seu trabalho tem Plágio e, por isso, vai ser reprovado. Não!!!! Aí vai uma notícia que talvez você não saiba, SE VOCÊ FEZ Ler artigo