Revisão da apresentação da doença celíaca num hospital pediátrico terciário

AUTOR(ES)
FONTE

Arq. Gastroenterol.

DATA DE PUBLICAÇÃO

2018-03

RESUMO

RESUMO CONTEXTO: A doença celíaca é uma doença imuno-mediada com uma apresentação multiforme constituindo, por isso, um desafio diagnóstico. OBJETIVO: O objetivo deste trabalho foi identificar as características epidemiológicas, clínicas, laboratoriais e histológicas ao diagnóstico e no seguimento de crianças com doença celíaca. MÉTODOS: Foram incluídas crianças com doença celíaca admitidas num hospital pediátrico terciário ao longo de 2 anos (2014-2016). A recolha da informação clínica foi retrospetiva a partir dos processos clínicos eletrônicos ou em papel e analisada com o software SPSS versão 20.0. RESULTADOS: Foram incluídos 159 doentes, a partir de uma amostra de 312. A idade variou entre 1 e 17 anos (média ± desvio padrão: 8,5±4,5 anos, 69% do sexo feminino). A apresentação da doença foi clássica em 60%, não clássica em 25%, subclínica em 10% e classificada como doença celíaca potencial em 5%. Os doentes com apresentações não clássica e subclínica, tiveram uma idade média de apresentação superior, mas sem significância estatística (P=0,24). Ao diagnóstico, as manifestações gastrointestinais mais frequentes foram dor abdominal (58%), diarreia (43%) e distensão abdominal (27%). Havia história familiar de doença celíaca em 24% (n=35) dos doentes. Foi detetada anemia em 23%, níveis baixos de ferritina em 63% e um défice moderado a grave de 25-hidroxivitamina D em 62%. Foram realizados testes serológicos para a doença celíaca e a esofagogastroduodenoscopia em 99%. Os achados histológicos revelaram enteropatia nos estágios de Marsh modificado tipo 2 ou 3 em 94%, os restantes apresentavam histologia normal mas tipagem do antigénio leucocitário humano positiva. Aos 12 meses de dieta sem glúten a melhoria clínica foi completa em 51% e parcial em 49%. O valor de IgA tTG normalizou em 45% após 12-30 meses de dieta sem glúten. Na avaliação do crescimento, ao diagnóstico e após 12-28 meses de dieta sem glúten, 100% teve evolução estatural positiva (média ±DP: 7,11±4,43 cm) e 96% aumentaram de peso (média ±DP: 5,60±4,91 kg). CONCLUSÃO: Os resultados do estudo evidenciam a diversidade da apresentação clínica da doença celíaca em pediatria, devendo ser considerada em todas as idades. Um maior reconhecimento da doença pelos médicos permitirá um diagnóstico e tratamento atempados, com subsequente melhoria sintomática e do estado nutricional.

ASSUNTO(S)

doença celíaca, diagnóstico criança testes sorológicos

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