Qualidade de vida entre pacientes com doenÃa renal crÃnica em hemodiÃlise: seguimento de dois anos / Quality of life among chronic kidney disease patients undergoing hemodialysis: A two-year follow-up

AUTOR(ES)
FONTE

IBICT - Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia

DATA DE PUBLICAÇÃO

09/06/2009

RESUMO

O transplante renal à a terapia que oferece maior sobrevida e melhor qualidade de vida (QV) para pacientes com doenÃa renal crÃnica (DRC). Entretanto, mundialmente observa-se carÃncia de ÃrgÃos para realizaÃÃo de transplantes ocasionando grande tempo de permanÃncia dos pacientes em terapia dialÃtica. Objetivos: Identificar mudanÃa de nÃvel de QV e verificar associaÃÃo de variÃveis com nÃvel inicial e mudanÃa de QV em portadores de DRC submetidos à hemodiÃlise (HD) durante seguimento de 24 meses. Materiais e mÃtodos: A amostra foi formada pelos pacientes em HD regular na Ãnica unidade de diÃlise da regiÃo norte do CearÃ, Brasil. Foram incluÃdos maiores de 18 anos, nunca submetidos a transplante renal e com pelo menos trÃs meses sob terapia dialÃtica. Cento e sessenta e quatro pacientes foram submetidos a uma avaliaÃÃo e tiveram seus dados analisados de forma transversal. Noventa e dois foram submetidos a pelo menos duas avaliaÃÃes e foram analisados longitudinalmente. Ao serem incluÃdos no estudo os pacientes tiveram seus dados demogrÃficos, clÃnicos e laboratoriais coletados; foram classificados de acordo com grau de comorbidade pelo Ãndice de Khan; e foram submetidos ao instrumento de medida de QV SF-36. Anualmente os pacientes eram re-avaliados laboratorialmente e submetidos à nova avaliaÃÃo pelo instrumento SF-36. RegressÃo linear pelo mÃtodo stepwise foi utilizada para estimar a correlaÃÃo entre as variÃveis e o nÃvel inicial de QV. A mudanÃa de nÃvel de QV foi determinada pela anÃlise de variÃncia para medidas repetidas com uso de co-variÃveis (ANCOVA) considerando pontuaÃÃo inicial e final, e pelo cÃlculo da taxa de variaÃÃo mensal (pontuaÃÃo final menos pontuaÃÃo inicial com divisÃo do resultado pelos meses de seguimento). As variÃveis contÃnuas foram testadas quanto a sua associaÃÃo com mudanÃa de QV por regressÃo linear, e as variÃveis categÃricas pela estratificaÃÃo da amostra de acordo com a taxa de variaÃÃo mensal em trÃs grupos: melhora, piora, e sem mudanÃa. Resultados: O nÃvel de QV apresentou melhora em relaÃÃo Ãs dimensÃes Aspectos sociais (63,8 vs. 75,0; p=0,001), Aspectos emocionais (39,7 vs. 63,1; p<0,001) e SaÃde mental (63,1 vs. 69,0; p=0,009). Entre os pacientes com baixo grau de comorbidade, alÃm das dimensÃes citadas, houve melhora das dimensÃes Capacidade funcional (56,7 versus 63,5; p=0,014) e Dor (56,7 vs. 66,5; p=0,009). Idade e albumina foram as principais variÃveis correlacionadas com nÃvel inicial de QV. A idade se associou negativamente com as oito dimensÃes de QV: Capacidade funcional (r=-0,312; p<0,001), LimitaÃÃo por aspectos fÃsicos (r=-0,262; p<0,001), Dor (r=-0,157; p=0,049), Estado geral de saÃde (r=-0,232; p=0,003), Vitalidade (r=-0,298; p<0,001), Aspectos sociais (r=-0,293; p=<0,001), LimitaÃÃo por aspectos emocionais (r=-0,260; p=0,001) e SaÃde mental (r=-0,217; p=0,006). O nÃvel de albumina se correlacionou positivamente com Capacidade funcional (r=0,218; p=0,006), Dor (r=0,276; p<0,001), Estado geral de saÃde (r=0,268; p<0,001), Vitalidade (r=0,270; p<0,001) e Aspectos sociais (r=0,250; p=0,001). A idade e o nÃvel de creatinina se correlacionaram com mudanÃa do nÃvel de QV estimada pela taxa de variaÃÃo mensal. A idade se associou negativamente com Dor (r=-0,031; p=0,024), explicando 9,0% da variaÃÃo, e creatinina se correlacionou positivamente com Estado geral de saÃde (r=0,096; p=0,040), explicando 4,6% da variaÃÃo. Mais mulheres do que homens evoluÃram com piora da Capacidade Funcional [19 (50,0%) vs. 11 (21,2%); p=0,006]. ConclusÃes: Houve melhora dos aspectos mentais de qualidade de vida entre os pacientes. Essa melhora deve ser encarada como fator favorÃvel para implementaÃÃo de intervenÃÃes sobre os aspectos fÃsicos de qualidade de vida, com especial atenÃÃo aos pacientes do sexo feminino e com maior grau de comorbidade. O avanÃar da idade e nÃveis baixos dos marcadores do estado nutricional (albumina e creatinina) devem ser considerados indicadores de risco para pior nÃvel de QV.

ASSUNTO(S)

medicina diÃlise renal insuficiÃncia renal crÃnica qualidade de vida hemodialysis chronic renal insufficiency quality of life

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