POSTHUMANISM AND ASSISTIVE TECHNOLOGIES: ON THE SOCIAL INCLUSION/EXCLUSION OF LOW-TECH CYBORGS

AUTOR(ES)
FONTE

Trab. linguist. apl.

DATA DE PUBLICAÇÃO

23/09/2019

RESUMO

RESUMO Este artigo discorre sobre as consequências de uma perspectiva pós-humanista para o problema de deficiência física, abordando o uso de tecnologias assistivas (TA) por pessoas com deficiência como a introdução de um ciborgue low-tech no mundo. Ao fazê-lo, destacamos exemplos de TAs de comunicação e fornecemos analogias entre TAs e línguas na constituição do Self e do contexto social. TAs são informadas ideologicamente, de modo que podem ser vistas tanto como uma maneira de “consertar” uma pessoa “incapacitada”, quanto como uma estratégia para superar um contexto físico e social que incapacita algumas pessoas e torna outras pessoas “capazes”. Argumentamos que tornar-se um ciborgue low-tech pode ser uma forma de inclusão social se entendermos que a deficiência é produzida pelo contexto, e não uma disfuncionalidade inerente ao indivíduo. Com base nesse pressuposto, identificamos duas estratégias de inclusão social do ciborgue low-tech: desincorporação do Self e virtualidade corporificada. Destacamos, no entanto, que ciborgues low-tech podem ser configurados por necessidade ou por escolha e acrescentamos que os mesmos fatores socioeconômicos que produzem desigualdade em geral são ativos na também na sua exclusão/inclusão social. Assim, TAs adotadas por escolha podem se transformar em uma maneira de ampliar o fosso entre ciborgues ricos e pobres, sendo que os dois tipos de ciborgues podem estar cada vez mais sujeitos à exploração cognitiva e afetiva no contexto do Capitalismo Cognitivo. Nós concluímos que uma perspectiva pós-humanista da deficiência não é sobre tornar inteiros “seres humanos com deficiência”, nem sobre tornar “humanos inteiros” mais do que humanos, mas sobre como manter o Self e o outro conectados eticamente, quer em condicoes de desincorporacao do Self, ou de virtualidade incorporada.ABSTRACT In this paper, we elaborate on the consequences of a post-humanist perspective to the problem of physical disability by approaching the use of assistive technologies (AT) by disabled people as the introduction of a low-tech cyborg in the world. In doing so, we highlight examples of communication ATs and provide analogies between ATs and languages in the constitution of selves and social contexts. ATs are informed ideologically, so they can be seen both as a way to “fix” an “impaired” person, or as a strategy to overcome a physical and social context that disables some people and makes other people “able-bodied”. We argue that becoming a low-tech cyborg can be a form of social inclusion if we understand disability to be produced by the context, rather than as an inherent dysfunctionality of the individual. Based on this assumption, we identify two strategies of social inclusion of the low-tech cyborg: disembodiment of the Self, and embodied virtuality. We remark, however, that low-tech cyborgs can be configured out of necessity or choice and add that the same socioeconomic factors that produce inequality in general are also active in the social exclusion/inclusion of the low-tech cyborg. Thus, ATs can be adopted and transformed by choice so as to broaden the gap between cyborg haves and have nots, while both kinds of cyborgs can become increasingly subject to cognitive and affective exploitation in the context of cognitive capitalism. We conclude that the potential of a post-humanist perspective to disability should not be about making “impaired humans” integer, nor making “integer humans” more than human, but keeping selves ethically connected with others whether by virtual embodiment or embodied virtuality.

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