Perfil sócio-demográfico, clínico e funcional de idosos comunitários com osteoartrite de joelhos e/ou quadris com enfoque na síndrome da fragilidade

AUTOR(ES)
FONTE

IBICT - Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia

DATA DE PUBLICAÇÃO

24/02/2011

RESUMO

O envelhecimento da população brasileira vem acompanhado de uma alteração no perfil epidemiológico, surgindo um novo paradigma de saúde, no qual as doenças infecto-contagiosas passam a ser substituídas pelas doenças crônico-degenerativas e suas comorbidades. Estudos evidenciam associação de osteoartrite (OA) e fragilidade, duas condições fortemente associadas ao envelhecimento e que, isoladamente, podem interferir na capacidade funcional, na autonomia e, consequentemente, na qualidade de vida dessa população. Até o momento não foram encontrados estudos que caracterizassem o idoso com osteoartrite com base no fenótipo de fragilidade. Assim, o objetivo deste estudo foi caracterizar idosos comunitários com osteoartrite de joelhos e/ou quadris com enfoque na síndrome da fragilidade e comparar as características desses idosos entre os grupos não-frágeis, pré-frágeis e frágeis. Foi conduzido um estudo transversal que avaliou características sócio-demográficas, comorbidades, uso de medicamentos, depressão, dados antropométricos, avaliação subjetiva da saúde, quedas, dor, rigidez, função e fragilidade em idosos com OA de joelhos e quadris a partir de uma sub-amostra da Rede FIBRA (estudo sobre fragilidade em idosos brasileiros). A amostra final contou com 58 idosos, com média de idade de 74 anos (±5,5). Desses, 17(29,31%) foram classificados como não-frágeis (NF), 28(48,28%) pré-frágeis (PF) e 13 (22,41%) frágeis(F). O número de medicamentos usados foi maior no grupo F (7,00 ± 2,00) do que no NF (4,00 ± 2,00), (p =0,001). O IMC foi menor nos idosos NF (média de 27,00 Kg/m2, ±4,50) quando comparados com os idosos PF (média de 30,00 ± 4,00 Kg/m2) e F (média de 34,00 ± 8,00 Kg/m2), (p=0,018). História de depressão foi maior no grupo frágil. Em relação à saúde comparada ao ano anterior houve diferença entre os grupos (p=0,016); a maioria dos idosos PF (64,3%) acredita que sua saúde piorou; 46,2% dos F acreditam que a saúde piorou; entre os frágeis, 52,9% consideram que a saúde está igual. Quanto ao nível de atividade em relação ao ano anterior, PF e F consideram o nível atual pior que no ano anterior (p= 0,010). Quanto à função, os idosos frágeis mostram-se piores que os demais (p=0,023), assim como para auto-eficácia para quedas (p=0,017). Os demais itens avaliados não mostraram diferenças significativas entre os grupos. Idosos com OA e fragilidade usam maior número de medicamentos, são mais obesos, mais deprimidos, têm pior auto-eficácia para quedas e pior função física, além de pior percepção da saúde e do nível de atividade em relação ao ano anterior. Essas características podem ter impacto negativo na qualidade de vida desses idosos e merecem atenção dos profissionais de saúde.

ASSUNTO(S)

geriatria teses. idosos teses. envelhecimento teses. medicina de reabilitação teses. osteoartrite do joelho decs osteoartrite do quadril decs

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