Padrão dietético habitual na doença hepática gordurosa não-alcoólica

AUTOR(ES)
FONTE

IBICT - Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia

DATA DE PUBLICAÇÃO

10/12/2011

RESUMO

Introdução: Doença hepática gordurosa não-alcoólica (DHGNA) é relacionada à síndrome metabólica (SM), a qual é influenciada pela ingestão dietética. Os objetivos deste estudo foram investigar o padrão dietético de um grupo de pacientes com DHGNA e compará-lo às recomendações da Ingestão Diária Recomendada (IDR), às recomendações do guia alimentar para a população brasileira, bem como entre pacientes com e sem SM. Métodos: foi conduzido um estudo transversal, observacional com inclusão prospectiva de pacientes com DHGNA (diagnosticados de acordo com os critérios da Associação Americana de Gastroenterologia) que não haviam recebido orientação nutricional prévia. Noventa e seis pacientes (77% mulheres; idade média 54±10 anos) foram submetidos à ultrassonografia abdominal ou biópsia (a critério médico), avaliação bioquímica, antropométrica e dietética. Ingestão alimentar foi avaliada por meio do questionário de freqüência alimentar (QFA) e do recordatório alimentar de 24 horas (RA-24h). Resultados: Vinte e oito por cento dos pacientes apresentavam sobrepeso (IMC>26kg/m²) e 68% eram obesos (IMC>30kg/m²). Ingestão dietética usual de energia, lipídeo total, gordura saturada (GS) e ácidos graxos omega-6 (AG n-6) e omega-3 (AG n-3) ultrapassaram as recomendações. Alguns pacientes excederam a ingestão máxima tolerável de magnésio, sódio e niacina. Ao contrário, a maior parte dos pacientes apresentou ingestão de ácidos graxos monoinsaturados (AGM) e polinsaturados (AGP) e de fibras abaixo das recomendações. A maior parte dos pacientes também ingeriu os seguintes micronutrientes: cálcio, sódio, potássio, piridoxina e vitamina C em quantidades inferiores às recomendadas. Entretanto, o sódio de adição utilizado para temperar as refeições não foi aferido nem pelo QFA e nem pelo RA-24h. Além disso, pacientes com DHGNA apresentaram consumo superior ao recomendado dos alimentos do grupo das carnes, gorduras, açúcares, feijão e vegetais, e baixo consumo de cereais, frutas e derivados do leite. Pacientes com SM associada à DHGNA apresentaram índice de massa corporal (33,1±4,0 vs. 30,1±4,9kg/m²; p=0,002) e circunferência da cintura (104,9±10,4 vs 97,3±12,2cm; p=0,002) maiores do que aqueles sem SM. Por outro lado, apresentaram consumo alimentar semelhante no que diz respeito ao número médio de porções de grupos de alimentos ingeridos. As diferenças entre os grupos com e sem SM foram relacionadas à maior ingestão de proteína, energia e ferro nos indivíduos sem SM. Em relação à ingestão de vitaminas, observou-se menor ingestão de retinol e tiamina nos pacientes com SM. Conclusões: Pacientes com DHGNA apresentaram consumo recente e prolongado deficiente em AGM, fibras, AGP, cálcio, sódio, vitamina C e piridoxina e excessivo de AG n-3, AG n6, GS, lipídeos totais e energia. Este padrão de consumo alimentar pode estar relacionado ao consumo prolongado deficiente de cereais, frutas, leite e derivados e excessivo de feijão, carnes, gorduras e açúcares quando comparados às recomendações do guia alimentar para a população brasileira. Indivíduos com SM associada à DHGNA apresentavam IMC e CC mais elevados, maior freqüência de DM, RI, hipertrigliceridemia e HAS, e níveis séricos inferiores de HDL e superiores de VLDL quando comparados àqueles sem SM associada. O papel da ingestão deficiente de cada nutriente no desenvolvimento da DHGNA deveria ser investigado em estudos futuros

ASSUNTO(S)

clínica médica teses fígado gorduroso/metabolismo decs hábitos alimentares decs ingestão de alimentos decs doenças metabólicas decs estudos transversais decs dietética decs abdome/ultrassonografia decs biópsia decs avaliação nutricional decs antropometria decs dissertações acadêmicas decs

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