Motilidade do esôfago de pacientes com eructação supragástrica

AUTOR(ES)
FONTE

Arq. Gastroenterol.

DATA DE PUBLICAÇÃO

2013-04

RESUMO

Contexto Na eructação esofágica o ar é rapidamente trazido para o esôfago, fato imediatamente seguido pela rápida expulsão, antes de ter atingido o estômago. Objetivo Avaliar a contração e o trânsito pelo esôfago após deglutições líquidas em pacientes com eructações excessivas. Métodos Contração do esôfago e o trânsito foram avaliados em 16 pacientes com eructações excessivas e 15 controles. Elas foram medidas a 5, 10, 15 e 20 cm do esfíncter inferior do esôfago (EIE) por um cateter em estado sólido de manometria e impedância. Cada indivíduo deglutiu cinco vezes 5 mL de salina. Resultados A amplitude, duração e área sob a curva das contrações foram similares em pacientes com eructação e controles. O tempo total de trânsito esofágico foi de 6,2 (1,8) s em pacientes com eructação e 6,1 (2,3) s em controles (P = 0,55). O tempo de presença de bolus foi mais longo nos controles do que nos pacientes a 5 cm do EIE [controles: 6.0 (1.1) s, pacientes: 4.9 (1.2) s, P = 0,04], sem diferenças a 10, 15 e 20 cm do EIE. O tempo de avanço da cabeça bolo foi mais longo em pacientes do que nos controles, de 20 cm a 15 cm [controles: 0,1 (0,1) s, pacientes: 0,7 (0,8) s, P = 0,01] e de 15 cm a 10 cm [controles: 0,3 (0,1) s, pacientes: 1.6 (2.6) s, P = 0,01] do corpo esofágico, sem diferença de 10 cm a 5 cm [controles: 0,7 (0,3) s, de pacientes: 1.0 (1.1) s, P = 0,37]. Não houve diferença no tempo de trânsito segmentar. Conclusão Não houve diferença nas contrações do esôfago entre pacientes com eructação excessiva e controles. O bolo líquido deglutido teve propagação mais lenta nas partes proximal e média do esôfago em pacientes do que nos controles, mas ao atravessar o corpo distal do esôfago foi mais rápido em pacientes do que nos controles.

ASSUNTO(S)

eructação transtornos da motilidade esofágica manometria impedância elétrica

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