Mobbing: relações com a síndrome de Burnout e a qualidade de vida dos trabalhadores de uma instituição universitária de Campo Grande, MS

AUTOR(ES)
DATA DE PUBLICAÇÃO

2008

RESUMO

Foi realizado um estudo exploratório-descritivo que teve por objetivo verificar em uma amostra de n=89 (46,8%) trabalhadores (42 professores e 89 administrativos) de uma população de N=195 (90 professores e 105 administrativos) de uma universidade privada de Campo Grande, MS: 1) a ocorrência de Mobbing (Assédio Psicológico), 2) a presença e os níveis de Síndrome de Burnout, 3) a possível relação entre Mobbing e Burnout, e 4) a repercussão de Mobbing na Qualidade de Vida do Trabalhador. Foram utilizados os seguintes instrumentos de pesquisa: 1) o Leymann Inventory of Psychological Terrorization-LIPT; 2) o Inventário de Burnout de Maslach (MASLACH; JACKSON, 1986) com validação brasileira feita por Tamayo (2003); e 3) o Questionário de Qualidade de Vida Profissional (QVP-35) (CABEZAS-PEÑA, 1999) validado para uso no Brasil por Guimarães et al. (2004a). Para o processamento de dados a análise estatística utilizou-se o software estatístico SPSS for Windows-13 versão. Realizaram-se os seguintes procedimentos estatísticos: teste binomial comparando-se proporções e a prova dos sinais comparando as medianas dos resultados obtidas com dados normativos; o Odds Ratio com intervalo de confiança de 95% visando quantificar o grau de associação entre as variáveis de estudo: características sociodemográficas, Mobbing, nível de Burnout e Qualidade de Vida Profissional e Regressão logística para a análise de ajustes. Nesse estudo obteve-se uma maior prevalência do nível Leve de Mobbing nas seguintes dimensões: Limitação da Comunicação e Desprestigiar a Pessoa Perante seus Colegas, Limitação do Contato Social e Desacreditar sua Capacidade Profissional. Somente a dimensão Comprometimento com sua Saúde apresentou nível Moderado. Constatou-se também um nível Médio da Síndrome de Burnout. Quanto às demais dimensões, obteve-se um Baixo nível de Exaustão Emocional, Baixa Despersonalização e Média Diminuição da Realização Pessoal. Com relação à Qualidade de Vida Profissional, os profissionais percebem Pouco Apoio Organizacional e Carga de Trabalho e Muita Motivação Intrínseca e Qualidade de Vida no Trabalho. A associação entre Mobbing e suas dimensões e a variável Tempo de Serviço (menos de dois anos e mais de sete anos) mostrou correlação significativa com as dimensões Limite de Contato Social e Desprestígio Perante os Colegas. Houve alta correlação entre Mobbing e a Síndrome de Burnout. Verificou-se correlação estatisticamente significativa nas dimensões Exaustão Emocional e Despersonalização da Síndrome de Burnout com o Mobbing. Os profissionais que não apresentam Mobbing percebem ter Bastante Qualidade de Vida no Trabalho. Os participantes com Mobbing percebem ter Pouco Apoio Organizacional. Em decorrência dos resultados obtidos, sugere-se a implantação de programas globais e sistêmicos, com medidas educativas e preventivas para a solução de conflitos, para que o Mobbing e a Síndrome de Burnout não ocorram e progridam a níveis mais elevados, com implicações na Qualidade de Vida Profissional.

ASSUNTO(S)

trabalhadores assédio psicológico mobbing qualidade de vida profissional. mobbing (aassédio psicológico); burnout (psicologia); qualidade de vida no trabalho; stress ocupacional psicologia síndrome de burnout

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