Me chama para conversar que eu gosto: análise de experiência clínico-institucional com a enfermagem de um hospital psiquiátrico

AUTOR(ES)
FONTE

Ciênc. saúde coletiva

DATA DE PUBLICAÇÃO

20/12/2019

RESUMO

Resumo As equipes que atuam em enfermarias psiquiátricas são herdeiras diretas de uma prática marcada pelo discurso institucionalizante, mas precisam dialogar com a clínica e o cuidado preconizados pela Reforma Psiquiátrica. O presente artigo tem por objetivo analisar como se dá o trabalho em saúde mental e quais as relações entre o modo de trabalhar e a saúde de trabalhadores de enfermagem de um hospital psiquiátrico universitário. O referencial teórico utilizado teve como base os conceitos de atividade e corpo-si trazidos por Schwartz e a dimensão da saúde estabelecida por Canguilhem, entendendo que o trabalho em saúde é também um trabalho de criação, de produção de saber e de uso de suas capacidades e saberes tácitos. A partir de “Conversas sobre o Trabalho e a Saúde” realizadas com as equipes das enfermarias do Instituto de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IPUB/UFRJ), abordamos temáticas específicas da enfermagem em saúde mental. Concluímos que existe um painel bastante heterogêneo de falas, que expressam a diversidade de formas de pensar e agir no trabalho da enfermagem, de modo que cada trabalhador traz à cena aquilo que acredita ser o melhor para o paciente e é em nome dessa ética no cuidar que orbitam as questões mais dramáticas dentro de uma enfermaria psiquiátrica.Abstract The teams that work in psychiatric wards are direct heirs of a practice marked by the institutionalizing discourse but need to dialogue with the clinic and care advocated by the Psychiatric Reform. This article aims to analyze how mental health work occurs and what are the relationships between the way of working and the health of nursing workers of a university psychiatric hospital. The theoretical reference used was based on the concepts of activity and self body by Schwartz and the dimension of health established by Canguilhem, understanding that health work is also a work of creation, of production of knowledge and use of their capacities and tacit knowledge. BasedonConversations about Work and Health carried out with the nursing teams of the Institute of Psychiatry of Universidade Federal do Rio de Janeiro (IPUB/UFRJ), we address specific topicsrelated to nursing in mental health. We conclude that there is a very heterogeneous panel of speeches, which express the diversity of ways of thinking and acting in nursing work, so that each worker brings to the scene what they believe to be the best for the patient and it is in the name of that care ethicsthat the most dramatic issues revolvewithin a psychiatric ward.

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