Mapeando a formação do enfermeiro no Brasil: desafios para atuação em cenários complexos e globalizados

AUTOR(ES)
FONTE

Ciênc. saúde coletiva

DATA DE PUBLICAÇÃO

20/12/2019

RESUMO

Resumo O artigo discorre sobre a formação profissional do enfermeiro, implicações da expansão das Instituições de Ensino Superior e a distribuição dessas no Brasil. Considera os resultados da Pesquisa Perfil da Enfermagem no Brasil, realizada com 35.916 profissionais de Enfermagem, em 2013. A análise que caracteriza a trajetória da graduação em enfermagem neste artigo, estrutura-se em três dimensões: a expansão da formação do enfermeiro na graduação e pós-graduação; o boom de escolas de enfermagem e a relação público x privado; e, a distribuição territorial do profissional enfermeiro no Brasil. O crescimento de Instituições de Ensino em Enfermagem implica em uma formação exponencial, com predomínio de escolas privadas na graduação e na pós-graduação; os cursos buscam alinhar-se às mudanças na saúde e sociedade, mas urge equalizar as assimetrias territoriais entre as instituições formadoras na graduação e pós-graduação, a superconcentração e vazios assistenciais decorrentes da insuficiência de enfermeiros por habitantes, bem como qualificar o enfermeiro para o exercício profissional ante as transformações globais.Abstract The article discusses the professional formation of nurses, implications of the increase in the number of Higher Education Institutions and their distribution in Brazil. It considers the results of the Nursing Profile Survey in Brazil, carried out with 35,916 nursing professionals, in 2013. The analysis that characterizes the trajectory of undergraduate nursing in this article is structured in three dimensions: the increase in the number of undergraduate and postgraduate nursing education institutions; the boom in nursing schools and the public vs. private relationship; and the territorial distribution of the registered nurse in Brazil. The increase in the number of Nursing Education Institutions implies an exponential formation, with a predominance of private schools in undergraduate and postgraduate courses. The courses seek to align themselves with changes in health and society, but it is crucial to equalize the territorial asymmetries between the undergraduate and graduate training institutions, the overconcentration and care gaps resulting from the insufficiency of nurses per inhabitant, as well as to qualify the nurses for the exercise of their professional activities in the face of global changes.

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