Etiologia da mastite bubalina no Nordeste do Brasil

AUTOR(ES)
FONTE

Arq. Bras. Med. Vet. Zootec.

DATA DE PUBLICAÇÃO

2013-12

RESUMO

Este estudo teve como objetivo avaliar a frequência de mastite clínica e subclínica e descrever os micro-organismos envolvidos no processo inflamatório da glândula mamária nos rebanhos de búfalos leiteiros no Nordeste do Brasil. Foram analisadas 1.896 amostras de leite provenientes de 474 búfalos em quatro propriedades localizadas nos Estados de Alagoas, Bahia, Ceará e Pernambuco. Após o exame físico da glândula mamária, as amostras de leite de cada teto foram submetidas aos testes da caneca do fundo preto e CMT (California Mastitis Test). As amostras que apresentaram scores ++ e +++ no CMT e as positivas para a caneca do fundo preto foram submetidas ao exame microbiológico. Do total de amostras estudadas, 90/1.896 (4,74%) apresentaram mastite clínica. Com relação ao CMT, observou-se que 802/1.896 (42,2%) das amostras demonstraram mastite subclínica. Staphylococcus spp. foram os micro-organismos mais frequentes, seguidos de Corynebacterium spp. e bactérias gram-negativas. Os resultados obtidos neste trabalho demonstram uma elevada prevalência de mastite subclínica em rebanhos bubalinos no Nordeste do Brasil, especialmente causadas por Staphylococcus coagulase negativa (SCN). Recomenda-se que o processo de ordenha seja aprimorado, incluindo melhorias na higiene e treinamento de ordenhadores, a fim de reduzir a frequência da doença nos rebanhos.

ASSUNTO(S)

leite glândula mamária búfalos micro-organismos

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