Estudo dos Polimorfismos dos Genes CLU e CR1 na depressão e na demência de Alzheimer de início tardio em idosos brasileiros

AUTOR(ES)
FONTE

IBICT - Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia

DATA DE PUBLICAÇÃO

29/02/2012

RESUMO

A demência e a depressão representam causas importantes de dependência e incapacidade entre os idosos, com profundas consequências para a família e o sistema de saúde. O estudo dos biomarcadores é fundamental para a compreensão dos mecanismos fisiopatológicos da doença e, consequentemente, para o diagnóstico precoce e busca de novos alvos terapêuticos. O objetivo do estudo foi avaliar a existência de associação entre os polimorfismos do gene da Clusterin (CLU) e do Receptor 1 do Complemento (CR1) e demência e depressão em idosos brasileiros. O estudo foi observacional e transversal, com 501 indivíduos com idade acima de 60 anos, separados em três grupos distintos: controle (108 indivíduos), demência de Alzheimer (211 indivíduos) e depressão maior (182 indivíduos), que foram comparados com relação aos dados sócio-demográficos, variáveis clínicas e polimorfismos genéticos. A média de idade foi de 78 anos, 80 anos e 76 anos nos grupos controle, demência de Alzheimer e depressão respectivamente. Em todos os grupos, houve predomínio do sexo feminino e a escolaridade variou de 3 a 4,2 anos. A média do MEEM foi de 13 pontos (Demência de Alzheimer), 23 pontos Depressão) e 26 pontos (Controle). O estudo encontrou uma associação de risco para a doença de Alzheimer entre o alelo ancestral C (OR= 1,52; p=0,01) e o genótipo C/C (OR=2; p=0,02) para o rs2279590 do gene codificador da Clusterin (CLU). A análise haplotípica para os SNPs da CLU (rs22790590 e rs9331888) mostrou uma associação entre o haplótipo C-C e o risco para DA, por ter sido encontrado com maior frequência nos casos (OR 1,23; p=0,02). Por sua vez, o haplótipo C-T foi significativamente mais frequente nos controles (OR 0,77; p=0,03), sugerindo um efeito protetor. Todavia, estas associações não foram mantidas após o ajustamento com 1.000 permutações, o que se deveu, possivelmente, ao tamanho da amostra. Não houve associação alélica, nem genotípica, entre o SNP rs9331888 da CLU e o SNP rs6656401 do CR1 com a doença de Alzheimer. Para depressão, não houve associação com nenhuma dos biomarcadores genéticos avaliados. O estudo reforça a hipótese da associação entre o polimorfismo do gene da Clusterin (CLU) e o risco para o desenvolvimento da doença de Alzheimer.

ASSUNTO(S)

demência decs alzheimer, doença de teses. dissertação da faculdade de medicina da ufmg. polimorfismo genético decs doença de alzheimer decs doenças neurodegenerativas decs clusterina/análise decs receptores de complemento 3b decs brasil decs depressão decs saúde do idoso decs estudos observacionais decs estudos transversais decs dissertações acadêmicas decs

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