Envelhecer na atualidade : o ensino de informática para idosos

AUTOR(ES)
DATA DE PUBLICAÇÃO

2009

RESUMO

A grande disseminação das tecnologias em todos os espaços da sociedade acontece ao mesmo tempo em que o país vivencia o envelhecimento populacional. O Brasil passa por um processo de transição demográfica que culmina com uma baixa mortalidade e, gradualmente, baixa fecundidade, o que resulta em um equilíbrio na quantidade total da população, mas com um aumento contínuo da população de idosos. Diante desse fenômeno, manifesta-se a necessidade de viver os anos futuros com qualidade, de forma a envelhecer bem. Com o objetivo geral de verificar se o ensino de informática pode contribuir para o desenvolvimento de uma velhice saudável, o presente estudo deu origem a dois capítulos. No primeiro capítulo foi feita uma revisão de literatura que percorre a trajetória do envelhecimento diante de algumas abordagens do desenvolvimento humano, com o objetivo de explorar os pilares de sustentação para uma velhice saudável para que através deles seja possível recriar o processo do envelhecer em cada indivíduo. Nesta revisão, foram feitas consultas a livros, resumos de congressos, teses e revistas atuais. As bases de dados Medline, Web of Science, Psycinfo, Proquest e Scielo foram acessadas nos anos de 2003 a 2008, com o objetivo de encontrar material atualizado sobre envelhecimento saudável. Observou-se que o envelhecer de forma saudável está em processo e pode acontecer para cada pessoa a partir de suas atitudes em relação ao bem-viver. No segundo capítulo, através da pesquisa empírica quantitativo-qualitativa, objetivou-se analisar os motivos pelos quais alguns idosos buscam o ensino de informática, interpretando os diversos significados existentes nessa relação de aprendizado. O estudo contou com a participação de 20 idosos com idade maior ou igual a 60 anos e que estivessem aprendendo ou já tivessem aprendido informática em aulas particulares. Utilizou-se uma ficha de dados sociodemográficos, organizada para o estudo, o Inventário de Depressão de Beck (BDI-II) e um questionário semi-estruturado. Os dados foram analisados quantitativamente através do Excel e qualitativamente pela Análise de Conteúdo de Bardin. Constatou-se que a amostra possui um nível socioeconômico alto, com uma maior incidência de participantes do sexo feminino (75%). A maior parte da amostra (45%) encontrou-se na faixa de 71 a 80 anos, sendo que, nessa faixa, a maioria era casada, destacando-se a quantidade de idosos que utiliza o computador há mais de três anos. Através das entrevistas, os participantes expressaram a mudança de comportamento diante do computador, a percepção de auto-eficácia adquirida e a importância do vínculo professor-aluno. Evidenciou-se uma busca por manter-se inserido na contemporaneidade, para que seja possível conversar com familiares e amigos. Além disso, observou-se a necessidade premente de afetividade nas relações, salientado-se a relevância do prazer de aprender que remete a uma nova forma de envelhecer. O professor é um agente de transformação que deve ter conhecimento de envelhecimento e de informática, ter perspicácia e empatia e ser paciente, ajustando o ensino ao ritmo e interesse do aluno. Por fim, concluiu-se que a informática com todas as suas possibilidades, tanto do ponto de vista do conhecimento, como de superação, valorização e comunicação, pode ser mais um meio de auxílio para manter a pessoa ativa e, conseqüentemente, envelhecendo de forma saudável.

ASSUNTO(S)

qualidade de vida psicologia envelhecimento informÁtica - aspectos sociais psicologia clÍnica idosos (psicologia) informÁtica - ensino

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