Efeitos do treinamento muscular inspiratório em universitários tabagistas e não tabagistas

AUTOR(ES)
FONTE

Fisioterapia e Pesquisa

DATA DE PUBLICAÇÃO

01/06/2012

RESUMO

O hábito de fumar pode reduzir a capacidade aeróbica, aumentar a resistência ao fluxo aéreo e afetar a função dos músculos respiratórios. O objetivo deste estudo foi comparar os efeitos do Treinamento Muscular Inspiratório (TMI) entre dois grupos: tabagistas e não tabagistas. Participaram 44 voluntários universitários, divididos em dois grupos: tabagistas (GT), composto por 20 indivíduos (25,60±7,01 anos) e não tabagistas, constituindo o Grupo Controle (GC), composto por 24 voluntários (24,08±7,52 anos). Ambos os grupos foram submetidos ao TMI, por meio do uso do manovacuômetro aneroide, com duração de 6 semanas, sendo 3 sessões semanais, totalizando 18 sessões. Os resultados mostraram diferença estatisticamente significativa (p<0,05) pós-TMI no GC para as variáveis: Pressão Inspiratória Máxima (PImáx), Pico de Fluxo Expiratório (PFE), Pressão Arterial Média ao repouso (PAM pré-TC6) e Teste de Caminhada de Seis Minutos (TC6). No GT, houve diferença estatisticamente significativa pós-TMI para as variáveis: PImáx, PFE, TC6 e saturação periférica de oxigênio após o TC6 (SpO2 pós-imediata). A comparação das médias das variáveis entre GT e GC mostrou diferença estatisticamente significativa no pós-TMI para as variáveis PImáx e PFE. A variável TC6 não apresentou diferença estatisticamente significativa. Conclui-se que o TMI proporcionou um aumento significativo da força muscular inspiratória, melhora da função pulmonar e melhora do desempenho físico nos indivíduos estudados.

ASSUNTO(S)

terapia respiratória exercícios respiratórios tolerância ao exercício tabagismo

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