Dinâmica de configuração de regras para inovação : um olhar complexo e interteórico numa organização de pesquisa agrícola do agronegócio orizícola do Rio Grande do Sul

AUTOR(ES)
DATA DE PUBLICAÇÃO

2011

RESUMO

Dois temas são característicos do contexto atual das organizações. Um, já consolidado, é o aumento da velocidade das inovações; o outro, é a necessidade de incorporar a perspectiva emergente da sustentabilidade nas práticas de inovação. A Teoria Neoschumpeteriana busca obter um domínio desses fenômenos dinâmicos da realidade econômica, em que a inovação, principalmente a tecnológica, é identificada como a força maior que propulsiona a dinâmica econômica. Entretanto, Hanusch e Pyka (2007) criticam a Teoria Neoschumpeteriana por entenderem que o desenvolvimento dos sistemas econômicos modernos incorpora a inovação tecnológica, assim como também a inovação organizacional, institucional e social e, por isso, os novos frameworks para estudos de sistemas econômicos, precisariam incorporar características de complexidade através do trânsito em diferentes teorias relevantes, levando em conta as raízes da Teoria Neoschumpeteriana, o que eles próprios não fazem. Assim, o objetivo geral de pesquisa foi o de propor um framework interteórico e complexo sobre a dinâmica da inovação e fazer a sua aplicação no Instituto Rio-Grandense do Arroz - IRGA. A metodologia utilizada foi de estudo de caso. Os dados foram coletados através de entrevistas e documentos. Cada uma das etapas realizadas na metodologia foi apoiada num estudo, a priori, sobre métodos que capturavam características de complexidade. A utilização de uma lógica abdutiva, prevista na metodologia, com constantes idas e vindas entre os conceitos teóricos construídos a priori e as informações advindas do campo empírico, fez emergir o conceito teórico de sistema econômico, como uma configuração complexa de múltiplos níveis de regras que se relacionam ao longo do tempo e se sucedem. Neste sentido, a presente pesquisa avançou ao identificar a emergência de regras, oriunda das teorias usadas, como uma qualidade nova e central, que em múltiplos níveis, compõe as configurações, que evoluem ao longo do tempo. Este avanço possibilitou estudar a história econômica do IRGA, não da perspectiva operacional, mas da perspectiva das regras genéricas, de maior nível, e das regras de menor nível associadas à regra genérica, numa perspectiva de configurações dinâmicas que evoluem, focado em inovações. A lógica abdutiva possibilitou avanços metodológicos na aplicação do método de análise qualitativa comparativa (QCA) no estudo das dinâmicas de configurações, já que o método tinha até então, sido aplicado numa abordagem estática. Os resultados indicaram, ainda, a presença de cinco regras genéricas no contexto de pesquisa do IRGA. O IRGA inseriu predominantemente, em suas atividades, de pesquisa a regra genérica de mais produtividade agrícola. As regras genéricas de gestão ambiental da propriedade agrícola, aumento do consumo do arroz, aumento da renda para o produtor foram inseridas nas atividades de pesquisa de modo marginal. A regra genérica denominada de negócios ambientais nas beneficiadoras de arroz ainda não foi inserida nas atividades de pesquisa do IRGA. A dinâmica de inserção destas regras genéricas no IRGA ocorre através de oito configurações de regras de nível zero e de segunda ordem, que seguem um conjunto de fases que foram denominadas de pré-distúrbio, origem, adoção, retenção e declínio. Uma característica nesta dinâmica é de que somente ocorreu a mudança de fase da regra genérica quando determinadas regras de segundo e de ordem zero estavam presentes. Como as fases de evolução das regras genéricas ocorreram em diferentes anos, no período entre 1969 e 2009, a combinação destas fases gerou seis configurações temporais de regras para inovação no IRGA.

ASSUNTO(S)

rio grande do sul agronegócio rules settings arroz pesquisa agricola innovation complexity interdisciplinarity rice

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