Desempenho bioeconÃmico de ovinos alimentados com raÃÃes contendo farelo de mamona destoxificado / BioeconÃmico performance of ovinos fed with rations I contend destoxificado bran of mamona

AUTOR(ES)
FONTE

IBICT - Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia

DATA DE PUBLICAÇÃO

13/02/2009

RESUMO

Objetivou-se avaliar o efeito da substituiÃÃo do farelo de soja pelo farelo de mamona destoxificado sobre o consumo e o desempenho de ovinos. Foram utilizados 20 borregos, mestiÃos, machos, inteiros, com peso vivo mÃdio de 19,3  1,35 kg e idade mÃdia de 7 meses, e distribuÃdos aleatoriamente em quatro tratamentos de 0, 50, 75 ou 100% de substituiÃÃo, com base na matÃria seca. O volumoso utilizado foi o feno de capim-elefante. As raÃÃes foram fornecidas diariamente em duas refeiÃÃes, coletando-se no dia seguinte as sobras, que foram pesadas, mantendo-as em torno de 15%. O perÃodo experimental teve duraÃÃo de 70 dias, apÃs os quais os animais foram abatidos. Os ensaios experimentais foram realizados num delineamento inteiramente casualizado com quatro tratamentos e cinco repetiÃÃes (ovinos). Na avaliaÃÃo do comportamento ingestivo, as variÃveis: tempo de alimentaÃÃo, ruminaÃÃo, outras atividades, Ãcio, consumo de sal e ingestÃo de Ãgua foram afetadas pelos tratamentos e perÃodos do dia. A freqÃÃncia de micÃÃo e de defecaÃÃo foi afetada apenas pelos perÃodos do dia. No nÃmero de mastigaÃÃes merÃcicas por bolo ruminal observou-se inferioridade para 100% de substituiÃÃo. Na avaliaÃÃo do consumo e desempenho animal, nÃo houve diferenÃa para o ganho mÃdio diÃrio e nÃmero de dias para ganhar 12 kg. A anÃlise de regressÃo revelou efeito quadrÃtico para a conversÃo alimentar, apresentando um nÃvel biolÃgico Ãtimo de 59% de substituiÃÃo do farelo de soja pelo farelo de mamona destoxificado. NÃo houve diferenÃas significativas para os consumos de matÃria seca, fibra em detergente neutro, fibra em detergente Ãcido, hemicelulose e matÃria mineral (em g/animal x dia, % PV, e g/UTM). Observou-se menor consumo de extrato etÃreo para o nÃvel 75% de substituiÃÃo e de proteÃna bruta nos nÃveis 50 e 75% de substituiÃÃo. Na avaliaÃÃo da carcaÃa e dos seus nÃo componentes, nÃo foram observadas diferenÃas entre os nÃveis de substituiÃÃo para as variÃveis: peso vivo, peso vivo de abate, perdas devido ao jejum, peso da carcaÃa quente, peso da carcaÃa fria, perdas por resfriamento, comprimento da carcaÃa, perÃmetro da garupa, largura da garupa e grau de acabamento. A anÃlise de regressÃo revelou efeito quadrÃtico para rendimento verdadeiro e biolÃgico, apresentando um nÃvel biolÃgico Ãtimo de 100% de substituiÃÃo. Jà na avaliaÃÃo dos nÃo componentes da carcaÃa, nÃo foram observadas diferenÃas para as vÃsceras, trato gastrintestinal cheio, gastrintestinal vazio, ÃrgÃos genitais, cabeÃa e patas. Para a variÃvel pele, a anÃlise de regressÃo revelou efeito quadrÃtico, apresentando um nÃvel biolÃgico Ãtimo de 44% de substituiÃÃo. Quando se efetuou a anÃlise bioeconÃmica da alimentaÃÃo oferecida no experimento, verificou-se que nÃo houve diferenÃa para o ganho de peso total e eficiÃncia alimentar. A anÃlise de regressÃo revelou efeito quadrÃtico para a eficiÃncia alimentar, apresentando um nÃvel biolÃgico Ãtimo de 56% de substituiÃÃo do farelo de soja pelo farelo de mamona destoxificado. Nenhum dos tratamentos apresentou lucratividade; por outro lado, a margem bruta (R$/kg PV), margem lÃquida (R$/kg PV) e o lucro (R$/kg PV) obtido no nÃvel 0% de substituiÃÃo apresentaram resultado positivo para tais Ãndices, com valores de R$ 0,69/kg PV, R$ 0,66/kg PV e R$ 0,59/kg PV, respectivamente; quando o preÃo de venda do peso vivo foi de R$ 5,20. A substituiÃÃo de 100% do farelo de soja pelo farelo de mamona destoxificado nÃo altera substancialmente o comportamento ingestivo de borregos terminados em confinamento. O desempenho destes animais foi satisfatÃrio, tendo proporcionado melhor conversÃo alimentar no nÃvel de 59% de substituiÃÃo. As caracterÃsticas da carcaÃa e dos seus nÃo componentes nÃo foram afetadas pela utilizaÃÃo em atà 100% de substituiÃÃo, tendo a variÃvel pele apresentado um nÃvel biolÃgico Ãtimo de 44% de substituiÃÃo do farelo de soja pelo farelo de mamona destoxificado. PorÃm, a utilizaÃÃo do farelo de mamona destoxificado por autoclavagem em raÃÃes para a terminaÃÃo de borregos nÃo se apresenta como alternativa viÃvel para garantir lucro ao produtor, pois esta atividade sà seria viÃvel se o preÃo de venda do borrego fosse superior a R$ 9,25/kg PV

ASSUNTO(S)

zootecnia anÃlise econÃmica carcaÃa comportamento ingestivo subprodutos do biodiesel economic analyse carcass ingestive behavior biodiesel byproducts

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