CULTIVO DO CAMARÃO MARINHO COM BIOFLOCOS SOB DIFERENTES NÍVEIS DE PROTEÍNA COM E SEM PROBIÓTICO

AUTOR(ES)
FONTE

Rev. Caatinga

DATA DE PUBLICAÇÃO

2015-12

RESUMO

RESUMO: O presente trabalho avaliou o desempenho do camarão marinho Litopenaeus vannamei alimentado com dietas de diferentes níveis protéicos em sistema de bioflocos com e sem a adição de probiótico. Foi adotado um delineamento experimental inteiramente casualizado com arranjo fatorial 4×2, com quatro níveis de proteína na dieta (20, 25, 30 e 35% PB), como primeiro fator (P20, P25, P30 e P35), e a adição de probiótico na água de cultivo, como segundo fator (P20Pro, P25Pro, P30Pro e P35Pro). Foram utilizados 24 tanques em fibra de vidro (800 L volume útil) estocados com 300 camarões m-3 (peso inicial 1,55±0,01 g). As variáveis de qualidade da água foram mensuradas periodicamente e não apresentaram diferença estatística, exceto o teor de nitrito, influenciado significativamente (P<0,05) pelos níveis de proteína. Após 50 dias de cultivo o peso médio final dos camarões foi de 7,2±0,4 g (P≥0,05) entre os tratamentos. A interação entre os níveis protéicos e a adição de probiótico influenciaram significativamente (P<0,05) na sobrevivência (70,5-90,0%) e na biomassa final (1,3-2,0 Kg m-3). Dessa forma, em cultivo intensivo de L. vannamei, com utilização de bioflocos como fonte de alimento suplementar, é possível reduzir os níveis de proteína da ração de 35 para 25% sem comprometer o desempenho zootécnico dos camarões e a qualidade da água.

ASSUNTO(S)

litopenaeus vannamei flocos microbianos melaço proteína sem renovação de água.

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