Crianças e adolescentes nascidos de mães portadoras do HIV: um estudo sobre a relação mãe-filho no Vale Jequitinhonha

AUTOR(ES)
FONTE

IBICT - Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia

DATA DE PUBLICAÇÃO

15/12/2011

RESUMO

O presente trabalho teve como objetivo avaliar a relação mãe e filho na visão de mulheres portadoras do vírus da imunodeficiência humana (HIV), mães de crianças e adolescentes vivendo no Vale do Jequitinhonha, Minas Gerais. Trata-se de estudo transversal descritivo composto de uma parte quantitativa, obtida por meio do Instrumento Qualidade de Interação Familiar na Visão da Mãe e uma parte qualitativa baseada em depoimentos feitos pelas mães soropositivas. Os dados quantitativos foram digitados e analisados pelo software Statistica 8.0 for Windows e dados qualitativos foram transcritos e analisados utilizando a Análise de Conteúdo proposta por Bardin. Foram entrevistadas 30 mães, de 21 a 63 anos com média de idade 40,6 anos (DP=9,5), 36,5% (n=11) eram solteiras, 43,3% (n=13) estudaram de 1 a 4 anos, 43,3% (n=13) viviam com menos de 1 salário mínimo e 40% (n=12) representavam a classe D do extrato social. O número de filhos variou entre 1 a 9, sendo a média 3,3 (DP=2,1), a idade do filho mais novo era de no mínimo 4 e de no máximo 19 anos, com média de 10,5 anos (DP=4,3). A via sexual foi a forma de contaminação em todos os casos, a média de idade do início da vida sexual era de 19 anos, sendo que 70% (n=21) começaram na fase adolescência, 53,3% (n=16) tiveram de 1 a 3 parceiros sexuais em sua vida. Sobre a gravidez do filho mais novo, 70% (n=21) disseram não ser uma gravidez planejada e também que fizeram o teste anti-HIV na última gestação, 93,3% (n=28) fizeram o pré-natal, sendo a média de consultas 5,9 (DP=2,1). A qualidade de relação mãe e filho, realizada através de escores do instrumento, revelou que 63,3% (n=17) declararam ter uma comunicação verbal e não verbal muito boa com seu filho, quando se trata de conversar todas disseram conversar sempre com seu filho apesar de 73,3% (n=22) nunca falarem sobre HIVAIDS. Na participação das mães no cuidado com o filho, 73,3% (n=22) disseram ter uma boa participação e 100% (n=30) disseram cuidar sempre da saúde do filho. Em relação à participação nas atividades escolares, culturais e de lazer, 40% (n=12) disseram ter uma boa participação e todas as mães incentivaram os filhos a assumirem responsabilidades escolares. Através dos depoimentos e análise de conteúdo empregados emergiram duas categorias: os desafios e as superações, cada uma com oito pontos de reflexão do relacionamento mãe e filho no contexto do HIV. Conclui-se com estes resultados quanti-qualitativos que há boa qualidade na relação mãe e filho em todos os âmbitos estudados, na comunicação verbal e não verbal, na participação dos cuidados e na participação nas atividades escolares, culturais e de lazer. E que apesar do relacionamento mãe e filho na vigência do HIV ser permeado por desafios, as mães soropositivas os superam por seus filhos.

ASSUNTO(S)

dissertação da faculdade de medicina da ufmg. dissertações acadêmicas decs hiv decs síndrome de imunodeficiência adquirida decs relações mãe-filho decs criança decs adolescente decs estudos transversais decs análise quantitativa decs infecções por hiv. mães e filho.

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