Como proceder quando o diagnóstico do caso índice foi realizado após a vacina BCG ter sido dada ao bebê?

DATA DE PUBLICAÇÃO

22/08/2016

RESUMO

Neste caso a criança enquadra-se como contato <10 anos de caso índice vacinada com BCG. Deve-se avaliar a necessidade de quimioprofilaxia secundária ou tratamento para tuberculose, de acordo com os critérios clínicos da mesma.
Segundo o Manual de Recomendações para o Controle da Tuberculose no Brasil, na avaliação de contactantes crianças (<10 anos), deve-se investigar tuberculose em atividade para casos sintomáticos. Nos casos assintomáticos, realiza-se radiografia do tórax e Prova Tuberculínica (PT) e inicia-se tratamento para Infecção Latente pelo Mycobacterium tuberculosis (ILTB) – quimioprofilaxia secundária – para aqueles que se enquadrem nos seguintes critérios (1):

  • PT ≥ 10mm em crianças vacinadas com a BCG há menos de dois anos.
  • PT ≥ 5mm em crianças não vacinadas com a BCG, crianças vacinadas há mais de dois anos ou portadoras de qualquer condição imunossupressora.

Se a PT não preencher os critérios mencionados, deve-se repeti-la em oito semanas. Se houver conversão para qualquer destes parâmetros, trata-se para ILTB. Se não houver conversão, procede-se à alta com orientações (1).
*Atentar para o fato de que se a criança tiver menos de 3 meses, há maior incidência de resultado falso-negativo da prova tuberculínica (2).

ASSUNTO(S)

tuberculose pulmonar

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