Atividade antiinflamatoria do oleo de sucupira : Pterodon pubescens Benth. Leguminosae-Papilionoideae

AUTOR(ES)
DATA DE PUBLICAÇÃO

2002

RESUMO

Pterodon pubescens Benth. (Leguminosae, Papilionoidea) conhecida como sucupira branca é utilizada na medicina popular como antiinflamatório, tônico e depurativo. O objetivo desse trabalho foi avaliar a atividade antiinflamatória; antinociceptiva a toxicidade aguda do óleo das sementes e identificar a fração ativa. O óleo foi obtido por prensagem das sementes e centrifugação. As frações foram obtidas através de cromatografia em coluna, monitoradas por cromatografia de camada delgada e identificadas por cromatografia gasosa acoplada à espectrometria de massas. Os modelos de edema de pata produzidos por carragenina, histamina e bradicinina e edema de orelha produzido por óleo de croton foram utilizados na avaliação da atividade antiinflamatória. A atividade antinociceptiva foi avaliada através do teste de analgesia induzi da por calor e do teste das contorções abdominais induzi das por ácido acético. A toxicidade do óleo de sucupira foi avaliada também em modelo animal, por meio de análise anatomohistopatológica, verificação dos níveis de glicose e do peso corporal diário. A atividade antiproliferativa foi avaliada em cultura de células tumorais humanas. A fração ativa revelou a presença majoritária de compostos terpênicos. O óleo de Pterodon pubescens e a fração rica em terpenos inibiram o edema de pata induzido por carragenina. Em ratos adrenalectomizados o óleo manteve atividade antiedematogênica eliminando a exclusividade da atividade antiinflamatória por corticóides endógenos. Nos modelos de edema de pata induzido por histamina e bradicinina o óleo de P. pubescens reduziu a formação de edema. Na dermatite provocada pela aplicação de óleo de cróton, o óleo de P. pubescens também inibiu a formação de edema. No modelo de nocicepção químico, o óleo de P. pubescens inibiu o número de contorções abdominais pelo ácido acético. O efeito antinociceptivo foi confirmado no teste da placa quente, onde o tratamento com o óleo de P. pubescens ampliou a reatividade ao estímulo térmico. O óleo e a fração ativa apresentaram atividade antiproliferativa concentração-dependente, apresentando citotoxicidade na maioria das concentrações estudadas. Houve um aumento significante da glicemia com o óleo de P. pubescens na dose de 30mg!kg; um aumento do peso corporal dos animais na dose de 30mglkg e uma diminuição nas doses de 100 e 300mg/kg; a análise anatomohistopatológica também revelou toxicidade. Os resultados indicam que o óleo de P. pubescens apresenta atividade antiinflamatória e antinociceptiva e que os terpenos parecem ser responsáveis por essa atividade. Apresenta toxicidade na dose efetiva como antiinflamatória e antinociceptiva após 14 dias de tratamento e atividade antiproliferativa em cultura de células tumorais, provavelmente relacionada a inibição de COX-2

ASSUNTO(S)

agentes antiinflamatorios plantas medicinais

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