Arthur de Gobineau e Gilberto Freyre: um encontro improvável, uma aproximação possível

AUTOR(ES)
FONTE

Horiz. antropol.

DATA DE PUBLICAÇÃO

2015-12

RESUMO

ResumoGilberto Freyre já foi descrito com as mesmas palavras por meio das quais caracterizava o Brasil: um luxo de antagonismos em equilíbrio. Contribuíram decisivamente para essa coincidência as múltiplas possibilidades de leitura ensejadas por sua obra. A se considerar, por exemplo, seu livro de estreia, Casa-grande & senzala (1933), chama a atenção seu impacto inovador nas letras nacionais, tanto em função de sua perspectiva metodológica quanto de sua versão positiva para a então malsinada identidade brasileira. Mas há chave de leitura alternativa – e não excludente: a narrativa freyriana sobre a formação de nossa sociedade patriarcal, sobremaneira se aliada aos dois outros volumes da trilogia – Sobrados e mocambos(1936) e Ordem e progresso (1958) –, encerra elementos que lhe conferem afinidades com autor à primeira vista – ou a certa vista – antagônico: Arthur de Gobineau. Trata-se de deslocar para segundo plano o tema racial, conferindo protagonismo à narrativa comum revelada pelo elogio a instituições ligadas historicamente ao mundo feudal, especialmente a família.

ASSUNTO(S)

arthur de gobineau gilberto freyre pensamento conservador pensamento social brasileiro

Documentos Relacionados