Análise da função muscular em idosas com e sem fibromialgia

AUTOR(ES)
FONTE

IBICT

DATA DE PUBLICAÇÃO

29/06/2012

RESUMO

INTRODUÇÃO: o sistema músculo-esquelético apresenta uma função importante de sustentação corporal e as perdas relacionadas a sua função interferem na capacidade funcional, conferindo ao idoso um risco aumentado de dependência, fragilização e quedas. A fibromialgia caracteriza-se por dor muscular crônica associada com distúrbio do sono e fadiga que levam o indivíduo acometido a uma perda de qualidade de vida, sendo suas características predominantes vinculadas ao sistema músculo-esquelético. OBJETIVO: analisar as características da função muscular de idosas com e sem fibromialgia através da avaliação da força pelo torque máximo isométrico e isocinético dos extensores e flexores do joelho e a arquitetura muscular do vasto lateral. MÉTODOS: foram recrutadas, por chamado divulgado em jornal de grande circulação no Rio Grande do Sul, mulheres com 60 anos ou mais, não praticantes de atividade física regular. As voluntárias foram divididas em dois grupos: grupo fibromiálgicas (n= 13 - diagnosticadas segundo o Colégio Americano de Reumatologia por uma fisiatra do Serviço de Fisiatria do HSL- PUCRS) e grupo sem fibromialgia (n= 13 - pareadas para idade, altura e massa corporal). Os torques isométrico e isocinético foram obtidos por meio do Biodex System 3 Pro com o quadril em 90 de flexão e os torques de extensão e flexão do joelho avaliados em 70 e 90 graus. A fim de avaliar a arquitetura muscular foi utilizado um aparelho de ultra-som SSD400 por meio de uma sonda de arranjo linear de 40 mm e freqüência de 7,5 MHz, sendo as imagens obtidas no plano sagital no nível de 50% do vasto lateral. O projeto de pesquisa foi aprovado pela Comissão Científica do Instituto de Geriatria e Gerontologia e pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (ofício n 1583/09). Todas as participantes assinaram um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Na análise estatística não foram detectadas evidências de que as variáveis estudadas não apresentaram uma distribuição normal. Desta forma, nas comparações inter e intra grupos foram utilizados os testes de alinha paramétrica. As análises estatísticas confirmaram a homogeneidade da amostra estudada e os dados receberam tratamento estatístico do software SPSS 13.0 com nível de significância de 5%. RESULTADOS: a média de idade das idosas foi de 65,7 anos. Para o torque isométrico dos flexores do joelho nos ângulos de 70 e 90, na relação torque flexor extensor do joelho em 90; no torque isocinético máximo dos flexores do joelho em 60/s, na relação torque isocinético flexor-extensor do joelho, encontrou-se diferença significativa, sendo os valores das idosas fibromiálgicas menores que os das sem fibromialgia. Já o torque isométrico dos extensores do joelho nos ângulos de 70 e 90, o torque máximo normalizado (90/70) dos extensores do joelho, a relação torque flexor-extensor do joelho em 70, o torque isocinético máximo dos extensores do joelho em 60/s, o comprimento dos fascículos musculares do vasto lateral e o ângulo de penação do vasto lateral não apresentaram diferença entre as idosas com e sem fibromialgia. CONCLUSÃO: os achados deste estudo sugerem que as alterações apresentadas pelas idosas com fibromialgia estão relacionadas às adaptações musculares relacionadas ao desuso e ao descondicionamento físico imposto pelos sintomas dolorosos decorrentes desta síndrome.

ASSUNTO(S)

medicina gerontologia envelhecimento saÚde do idoso fibromialgia idosos medicina

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