Afetividade e expressão artística na escola : como os arte-educadores encaram o papel da arte

AUTOR(ES)
DATA DE PUBLICAÇÃO

2009

RESUMO

Todo comportamento humano é tecido nas tramas da afetividade e da racionalidade. Assim como na vida, na escola as emoções também desempenham um papel fundamental, motivo pelo qual a presente dissertação procurou salientar a importância das vivências emocionais e afetivas para o desenvolvimento do ser humano. As emoções conferem sentido aos relacionamentos e aos acontecimentos. Propomos uma educação escolar comprometida com a formação de pessoas livres, íntegras, criativas e amorosas, cuja existência seja alicerçada nos princípios da igualdade, da justiça e da cooperação. Conhecer é pensar, criar, descobrir e conectar as características dos objetos, recompondo, mediante a capacidade criadora, o real externo dentro da mente. A aquisição do conhecimento e seu aprimoramento, a potencialidade do aluno para saber enfrentar e solucionar problemas e conflitos, a construção de um espírito crítico e criativo para enfrentar o futuro são, sem dúvida, necessários, mas nos preocupamos com o que é mais importante: dar condições ao aluno de viver plenamente e ser feliz. O embasamento do presente trabalho seleciona elementos histórico-culturais de Vygotsky, psicanalíticos freudianos, da epistemologia genética de Jean Piaget e da teoria psicogenética de Henri Wallon. Acrescentamos noções epistemológicos de Edgar Morin, da teoria da Inteligência Emocional de Goleman, da teoria das Inteligências Múltiplas de Gardner. Goleman e Gardner contribuem significativamente para a compreensão do papel da emoção no processo educacional. Desta forma, investigamos "afetividade e expressão artística: como os arte-educadores encaram o papel da arte". O presente trabalho foi desenvolvido mediante pesquisa qualitativa, empregando uma entrevista semi-estruturada. Os dados coletados foram organizados considerando os postulados da Técnica de Análise de Conteúdo, proposto por Bardin (1987). Após análise, emergiram categorias que, sinteticamente, enfocam os seguintes aspectos: a) Arte, Afeto e Sentimentos, em que a Arte é apontada como um elo de comunicação entre o mundo interno e o externo, ajudando o indivíduo a se ajustar à sociedade e ao seu meio. Assim, a arte é um excelente meio de comunicação, humanização e enriquecimento; b) A Prática Pedagógica como Potencializadora da Manifestação de Afeto. Ela sinaliza a importância do ato pedagógico no fortalecimento das articulações entre inteligência e afetividade, bem como o significado da arte para que o aluno conheça seus sentimentos. Apresentamos o ensino da arte tendo o afeto como base e o ensino da arte como elo entre a criação do aluno e seus sentimentos; c) A Arte e a Formação Integral do Sujeito. As dimensões afetiva e cognitiva se influenciam mutuamente, constituindo uma unidade. Merecem, por isso, a mesma atenção tanto na vida, quanto na escola. Trazemos para a discussão a Aula de Artes como uma contribuição afetiva e cognitiva, que amplia a visão de mundo, e o professor de Artes como agente transformador da educação. A partir das entrevistas realizadas, constatamos que os Arte-Educadores entrevistados encaram a arte na escola com seriedade e vêem nela um eficaz veículo de expressão da afetividade, condição básica para que a aprendizagem ocorra

ASSUNTO(S)

arte - ensino afetividade educaÇÃo artÍstica educacao

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