AS PORTAS QUE GIRAM: UM ESTUDO DISCURSIVO SOBRE A DEGRADAÇÃO DO CORPO EM A ÚLTIMA GARGALHADA

AUTOR(ES)
FONTE

Ling. (dis)curso

DATA DE PUBLICAÇÃO

2014-12

RESUMO

O expressionismo alemão no cinema floresceu como um ciclo de filmes que tinha como uma das metas revelar a experiência conflituosa e psicológica das personagens envolvidas nos ditames sociais com uma profusão de elementos que propagavam o tom caótico de seus inconscientes. Um dos temas frequentes desse cinema centrava-se na degradação social, tanto física, quanto moral. O discurso fílmico expressionista é construído, em alguns casos, com base na figurativização de corpos à beira do colapso e da ruína humana, o que enfatiza ainda mais essa degradação que percorre todo o enredo. Pelo viés da semiótica francesa, enfatizando a teoria discursiva que trata dos temas e das figuras dos discursos, sem se esquecer do trabalho recorrente das isotopias figurativas, pretende-se aqui observar de perto como um tema tão recorrente foi engendrado na estrutura de um dos filmes mais marcantes do cinema expressionista alemão, A última gargalhada (1924), de Friedrich Wilhelm Murnau.The German expressionism in cinema flourished as a cycle of films that had as one of its goals to reveal the conflicting and psychological experience of characters involved in social dictates with a profusion of elements that propagated the chaotic tone of their unconscious. One of the recurring themes of that film was social degradation, both physical and moral. The Expressionist film discourse is constructed, in some cases, based on figurativization of bodies close to human collapse and ruin, which further emphasizes this degradation that runs throughout the plot. From the perspective of French semiotics, emphasizing the discursive theory that deals with the themes and figures of discourses, and without forgetting the recurrent work of figurative isotopies, we intend to observe closely how such a recurring theme was engendered in the structure of one the most outstanding films of the German Expressionist cinema, The Last Laugh (1924), by Friedrich Wilhelm Murnau.

ASSUNTO(S)

linguistics, letters and arts

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