Violências e riscos psicossociais: narrativas de adolescentes abrigados em Unidades de Acolhimento do Rio de Janeiro, Brasil

AUTOR(ES)
FONTE

Ciênc. saúde coletiva

DATA DE PUBLICAÇÃO

2015-01

RESUMO

Este artigo é parte do resultado do Projeto de Extensão Juventude, Desafiliação e Violência, desenvolvido no Instituto de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro em 2008. Tem como objetivo apresentar, a partir da voz de adolescentes, experiências de violências vividas em três diferentes contextos: família, rua e unidades de acolhimento (UA). Foram entrevistados 30 adolescentes, que estavam abrigados em cinco UA, no município do Rio de Janeiro. Utilizou-se o enfoque qualitativo, a fim de explorar uma realidade pouco conhecida, buscando o entendimento contextual a partir da visão dos atores sociais. Para atingir o objetivo proposto, este estudo recorreu à contribuição da história oral, como metodologia para coleta dos dados, e à teoria da comunicação, como método de análise para articular, através das narrativas dos adolescentes, as vivências objetivas/subjetivas, estabelecendo categorias e pontos de análise que atravessam estas vivências. Os resultados apontaram que os abrigados estão expostos a diversos riscos psicossociais relacionados às violências vividas nos cenários abordados. Por fim, percebeu-se a necessidade do estabelecimento de uma rede intersetorial eficaz visando à integralidade da assistência aos adolescentes.This article contains part of the results of the "Youth, Disaffiliation and Violence" extension project developed at the Institute of Psychiatry of the Federal University of Rio de Janeiro in 2008. It seeks to present experiences of violence experienced in three different contexts, namely in the family home, on the streets and in shelter units (SU), from the standpoint of adolescents. Thirty adolescents in five SUs in the municipality of Rio de Janeiro were interviewed. A qualitative approach was used in order to examine a relatively unknown reality, seeking a contextual understanding from the perspective of the social actors. To achieve this goal, this study sought the contribution of oral reports as the methodology for data collection. The theory of communication was the method of analysis, through the objective/subjective narratives of experiences of adolescents, establishing categories and points of analysis that permeate these experiences. The results revealed that youths housed in shelters are exposed to various psychosocial risks related to violence experienced in the environments visited. Lastly, the need for setting up an intersectorial network aiming at providing effective and comprehensive care for adolescents was highlighted.

ASSUNTO(S)

health sciences

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