Vélib and data: a new way of inhabiting the city

AUTOR(ES)
FONTE

urbe, Rev. Bras. Gest. Urbana

DATA DE PUBLICAÇÃO

31/03/2014

RESUMO

O sistema de aluguel de bicicletas Vélib é um caso interessante de análise para compreender a forma pela qual as cidades abandonam um modelo de grandes infraestruturas em favor do princípio de serviço individual, conectado à rastreabilidade digital e ao mapeamento de todas as atividades. A nova oferta de bicicletas, distribuídas pela cidade, cria um novo mapa para o acesso aos recursos de mobilidade, ao mesmo tempo que introduzem aos cidadãos um dispositivo "individual-público". Cada característica deste sistema exige um sistema de informação bem desenhado para corresponder à demanda por bicicletas e arrecadar dos usuários através de cartões (de crédito ou de transporte). Os dados pessoais são a entidade essencial que alimenta todo o sistema e gera potenciais problemas de privacidade bem como oportunidades de monetarização. O artigo se baseia em um modelo teórico chamado habitele, voltado à análise do processo de habitação que agora é estendido para o ecossistema de dados pessoais. A portabilidade de telefones celulares (e outros dispositivos, tais como cartões) cria um envelope que acompanha o cidadão urbano e complementa as suas atividades, ao mesmo tempo em que engendra o aparecimento de uma nova camada da cidade, adaptada ao envolvimento pessoal no ambiente urbano.The Vélib bike rental system is worth analyzing in order to understand how cities move out of a model of large infrastructures towards a personal service principle connected to digital traceability and mapping of all activities. The new offer of bikes distributed all over the city creates a new map for access to mobility resources while introducing citizens to a "personal-public" device. Each feature of the system requires a very well designed information system to match the needs for bikes and to charge the users through cards (credit or transportation cards). Personal data is the essential entity that fuels the whole system and that creates potential privacy problems as well as monetization opportunities. The paper relies on a theoretical framework, called habitele, which accounts for the process of inhabiting that is now extended to the personal data ecosystem. The portability of mobile phones (and other devices such as cards) creates an envelope that follows the urban citizen and equips all his activities while it makes a new layer of the city appear, adapted to the personal involvement in the urban environment.

ASSUNTO(S)

applied social sciences

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