Uso da ultra-sonografia no diagnóstico e seguimento do carcinoma bem diferenciado da tireóide

AUTOR(ES)
FONTE

Arquivos Brasileiros de Endocrinologia & Metabologia

DATA DE PUBLICAÇÃO

01/07/2007

RESUMO

Os nódulos tireóideos são encontrados em grande parte da população, mas somente 5 a 10% são malignos. A ultra-sonografia da tireóide, por ser um método simples, não-invasivo e apresentar boa correlação com os aspectos macroscópicos da glândula tireóide, é cada vez mais utilizada para identificar os nódulos que apresentam maior risco de malignidade. A presença de algumas características ultra-sonográficas como hipoecogenicidade, microcalcificações, contornos irregulares e vascularização central ao Doppler, aumenta o risco de malignidade da lesão. Por outro lado, nódulos que apresentam características ultra-sonográficas benignas, como hiperecogenicidade e aspecto misto semelhante a uma esponja, apresentam concordância com a citologia, com valor preditivo negativo de 96,6%. É importante, pois, examinarmos e classificarmos todas as lesões nodulares para selecionarmos aquelas suspeitas para a biópsia, principalmente em uma tireóide multinodular. A ultra-sonografia também apresenta alta sensibilidade para identificar gânglios cervicais suspeitos no seguimento de pacientes com carcinoma da tireóide, mesmo quando a PCI é negativa e a tireoglobulina (Tg) sérica, indetectável. É recomendável a dosagem da Tg no lavado da agulha da punção, pois esta tem-se mostrado mais sensível que a citologia no diagnóstico de metástase cervical, principalmente quando existe conteúdo líquido, e não é afetada pela presença de anticorpos anti-Tg.

ASSUNTO(S)

carcinoma de tireóide ultra-sonografia da tireóide punção aspirativa por agulha fina guiada pela ultra-sonografia nódulo tireoidiano doppler colorido da tireóide




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