Teste de força de preensão manual: estudo da fadiga mioelétrica do flexor radial do carpo e flexor superficial dos dedos

AUTOR(ES)
FONTE

Rev. bras. educ. fís. esporte

DATA DE PUBLICAÇÃO

31/08/2013

RESUMO

Um protocolo de força de preensão manual (FPM) em degraus de intensidade foi empregado para estudo da fadiga dos músculos flexor radial do carpo (FRC) e flexor superficial dos dedos (FSD) por meio do registro da força de preensão sustentada. Foi feita a análise do sinal eletromiográfico de superfície destes músculos no domínio do tempo e da frequência de 2kHz. Foi utilizado um dinamômetro eletrônico e um conversor analógico-digital de 16 bits. Participaram deste estudo 12 indivíduos saudáveis, ativos e destros, com média de idade 21,53 ± 1,26 anos, percentual de gordura 7,76 ± 3,53%, peso corporal 74,9 ± 10,36 kg e estatura 180,69 ± 7,14 cm. Os indivíduos realizaram o teste de contração isométrica voluntária máxima (CIVM) da mão dominante seguido do protocolo de degraus submáximos em 20%, 40% e 60% da CIVM por 10 segundos cada. O processamento dos sinais envolveu a filtragem passa banda e o cálculo dos valores de raiz média quadrática (RMS) e frequência mediana (FM) em cada degrau de contração submáxima. A análise de variância "two-way" foi aplicada para os valores de RMS e FM. O teste proposto não gerou queda do rendimento de força nos degraus submáximos estabelecidos e a instauração do processo de fadiga do FSD. Por outro lado, o FRC apresentou sinais de fadiga mioelétrica sugerindo o processo de falência da FPM. Estes dados sugerem que a fadiga mioelétrica dos flexores dos dedos durante a FPM é um processo tardio à fadiga dos estabilizadores do punho. O protocolo em degrau de 60% parece desencadear o processo de fadiga mioelétrica do músculo FRC, mas não do FSD, baseado na análise da ativação muscular nos domínios do tempo e frequência.A test protocol of handgrip strength in steps was used in order to study the fatigue of the flexor carpi radialis (FRC) and the flexor digitorum superficialis (FSD) muscles with signal processing in the time and frequency domains. It was used an electronic hand grip dynamometer, and a 16-bits analog-digital converter. The sampling frequency was 2 kHz. The study included 12 healthy subjects, active and right-handed, mean age 21.53 ± 1.26 years, body fat percentage 7.76 ± 3.53%, weight 74.9 ± 10.36 kg and height 180. 69 ± 7.14 cm. The subjects performed the test of maximal voluntary contraction (CIVM) of the dominant hand and then, submaximal protocol of ten seconds steps of 20%, 40% and 60% of CIVM. The proposed test didn't generate a drop on strength performance on the established submaximal steps, as well as the fatigue process establishment of FSD. On the other hand, the FRC showed myoelectric fatigue signs, suggesting stabilizing wrist collapse. These data suggest that myoelectric fatigue of the finger flexors during handgrip is a late process compared to wrist stabilizing fatigue. The protocol in 60% step seems to trigger the myoelectric fatigue muscle process of the FRC but not the FSD, based on analysis of muscle activation in time and frequency domains.

ASSUNTO(S)

health sciences

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