Prevalência de má oclusão em crianças de 3 a 6 anos portadoras de hábito de sucção de dedo e/ou chupeta

AUTOR(ES)
FONTE

Rev. odontol. UNESP

DATA DE PUBLICAÇÃO

31/03/2013

RESUMO

INTRODUÇÃO: A má oclusão, pela sua elevada prevalência na população, é considerada atualmente um problema de saúde pública. Considerando-se a associação entre hábitos bucais deletérios e más oclusões, o conhecimento da epidemiologia das alterações oclusais em crianças portadoras de sucção não nutritiva pode contribuir com a instituição de políticas públicas. OBJETIVO: Avaliar a prevalência de má oclusão em crianças na fase de dentadura decídua portadoras de hábitos deletérios de sucção, quer sejam de dedo e/ou chupeta. MATERIAL E MÉTODO: O estudo envolveu 135 crianças de ambos os gêneros, na faixa etária de 3 a 6 anos, portadoras de hábitos de sucção não nutritiva. O histórico de sucção de dedo e/ou chupeta foi levantado por questionário direcionado aos pais e responsáveis. A avaliação clínica das más oclusões foi realizada por um único examinador, previamente calibrado, visando minimizar eventuais erros do método. RESULTADO: A má oclusão foi encontrada em 87,4% das crianças. Verificou-se uma prevalência de 72% de mordida aberta anterior, seguida de atresia maxilar com 62,2%, mordida cruzada posterior com 26,3%, mordida cruzada anterior com 3,4% e apinhamento e topo a topo correspondendo a 5,1% da amostra. O hábito deletério mais frequente foi o de sucção de chupeta, presente em 76,3% da amostra, sendo que o mesmo estava distribuído da seguinte maneira: 20% na forma isolada, 25,9% associado a outros hábitos deletérios, 3% associado a dedo, 26,7% associado à mamadeira e 0,8% associado a dedo e mamadeira. Já a sucção digital foi encontrada em 25,9% da amostra, sendo 14,1% na forma isolada. CONCLUSÃO: Crianças portadoras de sucção não nutritiva durante a fase de dentadura decídua apresentam elevada prevalência de má oclusão. Não se encontraram diferenças estatisticamente significantes entre os gêneros e as faixas etárias no que se refere à má oclusão e ao tipo de hábito.INTRODUCTION: The malocclusion, due to its high prevalence in the population is currently considered a public health problem. Considering the association between oral habits and malocclusion, knowledge of the epidemiology of occlusal alterations in children with non-nutritive sucking can contribute to the establishment of public policies. OBJECTIVE: To assess the prevalence of malocclusion in children in primary dentition phase with deleterious habits of finger sucking and/or pacifier. MATERIAL AND METHOD: The study involved 135 children of both genders, aged 3-6 years, with non-nutritive sucking habits. The history of finger sucking and/or pacifier was raised by a questionnaire given to parents and guardians. Clinical assessment of malocclusion was performed by a single examiner previously calibrated in order to minimize possible errors of the method. RESULT: Malocclusion was found in 87.4% of children. There was a 72% prevalence of anterior open bite, followed by maxillary atresia with 62.2%, posterior cross bite with 26.3%, anterior cross bite with 3.4%, crowding and top-to-end corresponding to 5.1% of the sample. The most common harmful habit was the pacifier-sucking, present in 76.3% of the sample, while the same was distributed as follows: 20% in the isolated, 25.9% associated with other deleterious habits, 3% associated the finger, 26.7% associated with bottle and 0.8% associated with finger and bottle. Already finger sucking was found in 25.9% of the sample, 14.1% in isolation. CONCLUSION: Children with nonnutritive sucking during the deciduous dentition show a high prevalence of malocclusion. No statistically differences were found between genders and age groups in relation to malocclusion type and habit.

ASSUNTO(S)

health sciences

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