Positive impact of child feeding training program for primary care health professionals: a cluster randomized field trial

AUTOR(ES)
FONTE

Rev. bras. epidemiol.

DATA DE PUBLICAÇÃO

2014-12

RESUMO

OBJETIVO: Avaliar o impacto de um programa de atualização em alimentação infantil para profissionais da atenção primaria à saúde nas práticas de aleitamento materno e alimentação complementar. MÉTODOS: Ensaio de campo randomizado por conglomerados realizado em Porto Alegre (RS), Brasil. Vinte unidades de saúde foram randomizadas em grupo intervenção (n = 9) e controle (n = 11). Os profissionais das unidades de saúde do grupo intervenção (n = 200) receberam orientações quanto às diretrizes alimentares para lactentes do Ministério da Saúde. Aos seis meses de idade da criança, realizou-se visita domiciliar às mães participantes para obtenção das variáveis relacionadas a aleitamento materno e introdução de alimentos. RESULTADOS: Avaliaram-se 619 crianças, 318 do grupo intervenção e 301 do controle. A prevalência de aleitamento materno exclusivo no primeiro (72,3 versus 59,4%; RR = 1,21; IC95% 1,08 - 1,38), segundo (62,6 versus 48,2%; RR = 1,29; IC95% 1,10 - 1,53) e terceiro mês de vida (44,0 versus 34,6; RR = 1,27; IC95% 1,04 - 1,56) foi maior no grupo intervenção em relação ao controle. A prevalência de crianças que consumiram carne quatro ou mais vezes na semana foi superior no grupo intervenção em relação ao controle (36,8 versus 22,6%; RR = 1,62; IC95% 1,30 - 2,03). A prevalência de crianças que já haviam consumido refrigerante (34,9 versus 52,5%; RR = 0,66; IC95% 0,54 - 0,80), chocolate (24,5 versus 36,7%; RR = 0,66; IC95% 0,53 - 0,83) e petit suisse (68,9 versus 79,7%; IC95% 0,75 - 0,98) e café (10,4 versus 20,1%; RR = 0,51; IC95% 0,31 - 0,85) nos primeiros seis meses de vida, foi menor no grupo intervenção. CONCLUSÃO: A atualização dos profissionais de saúde teve impacto positivo nas práticas alimentares dos lactentes, contribuindo para a promoção da saúde infantil. OBJECTIVE: To assess the impact of a child feeding training program for primary care health professionals about breastfeeding and complementary feeding practices. METHODS: Cluster-randomized field trial conducted in the city of Porto Alegre, (RS), Brazil. Twenty primary health care centers (HCC) were randomized into intervention (n = 9) and control (n = 11) groups. The health professionals (n = 200) at the intervention group centers received training about healthy feeding practices. Pregnant women were enrolled at the study. Up to six months of child's age, home visits were made to obtain variables related to breastfeeding and introduction of foods. RESULTS: 619 children were evaluated: 318 from the intervention group and 301 from the control group. Exclusive breastfeeding prevalence in the first (72.3 versus 59.4%; RR = 1.21; 95%CI 1.08 - 1.38), second (62.6 versus 48.2%; RR = 1.29; 95%CI 1.10 - 1.53), and third months of life (44.0% versus 34.6%; RR = 1.27; 95%CI 1.04 - 1.56) was higher in the intervention group compared to the control group. The prevalence of children who consumed meat four or five times per week was higher in the intervention group than in the control group (36.8 versus 22.6%; RR = 1.62; 95%CI 1.32 - 2.03). The prevalence of children who had consumed soft drinks (34.9 versus 52.5%; RR = 0.66; 95%CI 0.54 - 0.80), chocolate (24.5 versus 36.7% RR = 0.66 95%CI 0.53 - 0.83), petit suisse (68.9 versus 79.7; 95%CI 0.75 - 0.98) and coffee (10.4 versus 20.1%; RR = 0.51; 95%CI 0.31 - 0.85) in their six first months of life was lower in the intervention group. CONCLUSION: The training of health professionals had a positive impact on infant feeding practices, contributing to the promotion of child health.

ASSUNTO(S)

health sciences

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