Medida da velocidade de condução nervosa motora em praticantes de três diferentes modalidades esportivas

AUTOR(ES)
FONTE

Rev Bras Med Esporte

DATA DE PUBLICAÇÃO

30/09/2013

RESUMO

INTRODUÇÃO: Estudos da condução nervosa têm sido focados para o público em geral, porém não para atletas, havendo carência de informações sobre medidas da velocidade de condução nervosa motora (VCNM) em indivíduos treinados, especialmente quando diferentes esportes são comparados. OBJETIVO: Medir a VCNM do nervo mediano e fibular comum, em três grupos de modalidades esportivas. Métodos: Foram analisados: um grupo de meio-fundistas (Gmf, n = 6), um grupo de velocistas (Gvel, n = 4) e um grupo de jogadores de handebol (Ghan, n = 5) e comparados com um grupo controle (Gcon, n = 9). Cada voluntário foi submetido a um único exame, no qual foram obtidos os dados para calcular a VCNM dos membros inferiores do Gmf e do Gvel, dos membros superiores do Ghan, e membros superiores e inferiores do Gcon. Os dados da pesquisa apresentaram distribuição normal e variâncias homogêneas, assim, utilizamos o teste t de Student para amostras independentes na comparação das médias da VCNM dos grupos de atletas com as do Gcon e as do Gvel com as do Gmf (comparações intergrupo). O teste t pareado foi usado para comparar as médias da VCNM entre membro dominante (Md) e membro não dominante (Mnd) (comparações intragrupo). RESULTADOS: Na análise intergrupo foram encontradas diferenças significativas nas comparações entre o Gvel e o Gcon e entre o Gmf e o Gcon (diferença apenas nas comparações entre os Md's). Por outro lado, a análise intragrupo, exibiu diferença significativa apenas nas comparações entre Md e Mnd do Ghan. CONCLUSÃO: O estudo sugere que a VCNM é beneficiada pelo esforço físico, principalmente em esportes com uso predominante dos membros inferiores, e que a maior utilização de um membro superior sobre outro pode levar a diferença significativa nos valores da VCNM do Md e Mnd.INTRODUCTION: Electrodiagnostic tests such as nervous conduction studies are mainly aimed at the general public, not at athletes. Therefore, information about motor nervous conduction velocity (MNCV) is scarce for trained subjects, especially when different sports are compared. OBJECTIVE: to measure the MNCV of the median and common fibular nerves in three groups of sport modalities. Methods: A group of middle distance runners (M RG, n=6), a group of sprinter runners (S RG, n=4) and a group of handball players (H G, n=5) were analyzed and compared to a control group (C G, n=9). Each volunteer was submitted to a single examination where data necessary to measure MNCV from the lower limbs of M RG and of S RG; upper limbs of H G and both upper and lower limbs of C G were collected. Data analysis presented normal distribution and homogeneous variances in all cases; therefore, a Student's t test for independent samples was used to compare means of MNCV of the athlete groups and the C G, as well as in the mean comparison of S RG and M RG (intergroup comparison). The paired Student's t test was used to compare MNCV means of the dominant limb (DL) and non-dominant limb (NDL) (intragroup comparison). RESULTS: Significant differences were found in the comparison between S RG and CG and between M RG and CG, but only in the DL comparison in the last case. On the other hand, in the intragroup comparison, there was significant difference only in the comparison between D L and N DL of the H G. CONCLUSION: This study suggests that MNCV benefits from physical exercise, especially in those sports where lower limbs are predominantly used. It also suggests that greater use of one upper limb over the other could lead to significant differences in MNCV values of D L and N DL.

ASSUNTO(S)

health sciences




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