Maturação auditiva periférica: análise das amplitudes das emissões otoacústicas produto de distorção em neonatos pré-termo e a termo

AUTOR(ES)
FONTE

Audiol., Commun. Res.

DATA DE PUBLICAÇÃO

01/03/2014

RESUMO

Objetivo : Comparar neonatos prematuros e a termo quanto à presença e amplitude das Emissões Otoacústicas Produto de Distorção (EOAPD), bem como caracterizá-los em relação aos indicadores de risco para perda auditiva. Métodos : Estudo realizado por análise das EOAPD (frequências de 2000, 3000, 4000, 6000 e 8000 Hz) e dos indicadores de risco para perda auditiva. Os neonatos foram agrupados segundo a idade gestacional. Os resultados foram analisados empregando-se testes ANOVA, Kruskal-Wallis e Qui-quadrado (5%). Resultados : A amostra constituiu-se de 109 neonatos (218 orelhas), com distribuição homogênea quanto ao gênero e a classificação a termo/pré-termo. Foi observado alto risco para perda auditiva em 40,4% dos lactentes. Dos indicadores de risco para deficiência auditiva, os mais frequentes foram a permanência em incubadora e internação em UTI superiores a cinco dias. As EOAPD mostraram-se presentes em 209 orelhas (95,9%). A ausência de respostas às EOAPD foi significativamente mais recorrente nos grupos com menor idade gestacional. Verificou-se aumento das amplitudes das EOAPD de acordo com o aumento da idade gestacional, exceto para a frequência de 8000 Hz na orelha esquerda. Não foi observada diferença entre orelhas e gêneros quanto à presença e amplitude das EOAPD. Conclusão : Há diferença entre os grupos pré-termo e a termo, quanto à presença e amplitude das EOAPD: maior probabilidade de falha nos grupos com menor idade gestacional e aumento (não linear) das amplitudes, conforme a idade gestacional torna-se maior. Os achados sugerem o fenômeno de maturação do sistema auditivo periférico. Purpose : To compare preterm and term neonates in relation to the presence and amplitude of Distortion Product Otoacoustic Emissions (DPOAEs), as well as to characterize them regarding risk indicators for hearing loss. Methods : Study realized by the analysis of the DPOAEs (frequencies of 2000, 3000, 4000, 6000 and 8000 Hz) and risk indicators for hearing loss. The neonates were grouped according to the gestational age. The results were analyzed by ANOVA, Kruskal-Wallis and Chi-square tests (5%). Results : The sample consisted of 109 neonates (218 ears) in homogenous distribution related to gender and preterm/term classification. A high risk for hearing loss was observed in 40.4% of the infants. From the risk indicators for hearing loss, the most common were the duration of the stay in incubators and intensive care units (ICU) longer than five days. The DPOAEs were present in 209 ears (95.9%). The absence of responses to DPOEAs was significantly more frequent in groups with lower gestational age. It was observed an increase of the amplitudes of the DPOEAs with the increase of the gestational age, except for the frequency of 8000 Hz in the left ear. There were no differences between ears and genders regarding the presence and amplitude of the DPOAEs. Conclusion : There are differences between preterm and term groups in relation to the presence and amplitude of the DPOAEs: higher probability of failure in the groups with lower gestational age and (nonlinear) increase of the amplitudes with the increase of the gestational age. The findings suggest the phenomenon of maturation of the peripheral auditory system.

ASSUNTO(S)

health sciences

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