Incidência de cárie dentária na superfície oclusal de primeiros molares permanentes: um acompanhamento de três anos

AUTOR(ES)
FONTE

IBICT

DATA DE PUBLICAÇÃO

27/07/2011

RESUMO

Neste estudo, objetivou-se identificar, após três anos, a incidência de cárie dentária na superfície oclusal dos primeiros molares permanentes de escolares em crianças na faixa etária de 9 a 11 anos de duas escolas públicas, selecionadas por conveniência, em Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil (COEP-UFMG, ETIC 059/06). Além disso, verificou-se a associação entre a cárie dentária e os fatores sociodemográficos, comportamentais e biológicos. Foi realizado um estudo longitudinal cuja linha base foi formada com base em dados coletados na primeira fase do estudo por Seabra (2007). Dos 272 pares de pais/escolares de 6 a 8 anos de idade que participaram da primeira fase do estudo (2007), 224 foram novamente examinados. A coleta de dados foi feita por meio de um questionário estruturado, aplicado aos pais/responsáveis e exame bucal das crianças, realizado por um único examinador devidamente calibrado (Kappa 0,68 a 0,85). A confiabilidade interna do questionário foi avaliada e garantida por Seabra (2007). No exame bucal, investigou-se a presença de lesão de cárie e placa dentária na superfície oclusal dos primeiros molares permanentes e o estágio de erupção dos dentes em questão. O diagnóstico da cárie dentária incluiu lesão de cárie em esmalte e dentina, sendo baseado nos critérios da Organização Mundial de Saúde (WHO, 1997) e de Nyvad et al. (1999). A identificação de placa dentária baseou-se em Carvalho et al. (1989) e o estágio de erupção do primeiro molar permanente foi definido por Ekstrand et al. (2003). A variável dependente foi a presença de lesão de cárie na superfície oclusal dos primeiros molares permanentes em 2010. As variáveis independentes foram: idade, sexo, experiência odontológica da criança, frequência de escovação dos dentes, história de uso de flúor, renda mensal familiar, escolaridade materna, presença de cárie, placa dentária visível e estágio de erupção dos primeiros molares permanentes (baseline). O exame clínico foi realizado com iluminação artificial e ar comprimido. A escovação supervisionada foi realizada pelas crianças após o exame de placa dentária. A relação entre a variável dependente e as variáveis independentes foi feita por meio da análise bivariada (teste ÷2) e multivariada (regressão de Poisson), com significância de 5%. A incidência de lesão cariosa (esmalte/dentina) na superfície oclusal de primeiros molares permanentes foi de 25,4%. Na análise bivariada, verificou-se a associação estatisticamente significativa entre a incidência de cárie e as variáveis: frequência de escovação dos dentes, estágio de erupção dos primeiros molares permanentes e presença de cárie e placa dentária visível nos dentes em questão (baseline). Permaneceram no modelo multivariado apenas as variáveis cárie dentária (RR=1,22[1,13-1,66]) e placa dentária (baseline) (RR=1,37[1,01-1,51]). Desse modo, concluiu-se que o fato de as crianças terem sido identificadas com cárie e placa visível na superfície oclusal dos primeiros molares permanentes em 2007 aumentou o risco de serem diagnosticadas com lesão cariosa na superfície oclusal de algum dos dentes examinados em 2010.

ASSUNTO(S)

cáries dentárias em crianças - teses placas dentárias - teses cáries dentárias - prevenção - teses molares - teses cárie dentária/epidemiologia decs cárie dentária/prevenção &controle decs fatores socioeconômicos decs dente molar decs

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