Ditadura militar e literatura "parajornalística": desconstruindo relações

AUTOR(ES)
FONTE

Estud. Lit. Bras. Contemp.

DATA DE PUBLICAÇÃO

2014-06

RESUMO

Este artigo busca rever a abordagem do romance-reportagem brasileiro da década de 1970 pela crítica literária acadêmica. Entende-se que, na apreciação dessas obras, considerou-se apenas a repercussão da situação política nacional - ditadura militar -, tomando-se as narrativas de jornalistas como meras substitutas do jornal censurado. Foi desconsiderada, portanto, a diferença entre notícia, produto do jornalismo informativo diário, e reportagem, gênero jornalístico que não tem lugar na grande imprensa. Na primeira não há narração, ao passo que, na segunda, a construção de personagens e a configuração da intriga garantem a instauração do universo ficcional, como querem autores como Paul Ricoeur, Mikhail Bakhtin e Käte Hamburger.This article proposes a new approach to the Brazilian nonfiction novel from the seventies. It is understood that, in their appreciation of these works, academic literary critics considered only the impact of national political situation - the military dictatorship -, taking up these narratives as mere substitutes for censored newspapers. It was therefore disregarded the difference between news, product of daily informative journalism, and literary journalism, a journalistic genre that has no place in the mainstream press. While the former doesn’t include narration, the latter develops characters and builds a plot, establishing a fictional universe as accepted by authors such as Paul Ricoeur, Mikhail Bakhtin, and Käte Hamburger.

ASSUNTO(S)

linguistics, letters and arts

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