Culturas morais e políticas de desenvolvimento na noruega e na união europeia

AUTOR(ES)
FONTE

Horiz. antropol.

DATA DE PUBLICAÇÃO

2014-06

RESUMO

A partir de um diálogo entre os casos da Noruega e da União Europeia, pretendemos analisar a combinação de diferentes fatores e escalas de processos sociais (individuais, institucionais e de unidades políticas nacionais e supranacionais), estruturantes na formação dos sentidos sociais do desenvolvimento, notadamente das relações entre princípios morais e trocas interessadas, constitutivas das "culturas morais" dos universos analisados. Na perspectiva dos indivíduos, observaremos pela lente do caso da UE as motivações, vocações e histórias de vida dos "profissionais do desenvolvimento", bem como as razões da adesão da opinião pública às ações de cooperação internacional. Na escala institucional, abordaremos, nos dois casos, os modelos político-administrativos utilizados pela burocracia do desenvolvimento, e as lógicas dos diferentes grupos organizados para disputar seus recursos, no caso da Noruega. Na dimensão dos Estados, analisaremos a lógica das políticas nacionais e internacionais sob as quais são negociadas as intervenções de cooperação bilateral e/ou multilaterais tanto na Noruega quanto na UE.Using the cases of Norway and European Union as a basis, we intend to analyze in this article the combination of different factors and scales of some social processes (individual, institutional, and from national and transnational political unities), which play a structuring role in the building of the social meanings of development and shed light on the relationship between moral principles and interested exchange, a constitutive part of the "moral cultures" we can map in the universes analyzed. Under the perspective of the individuals, we will exam, in the case of the EU, the motivations, vocations and life stories of the "professionals of development", as well as the reasons of the adherence of public opinion to the actions of international cooperation. In the institutional scale, we will deal, in both cases, with the political and bureaucratic models used by the development administration and the logic under which the different groups are organized, in Norway, in order to compete for its resources. At the state level, we will take into account national and international politics involved in the negotiations to the define bilateral and/or multilateral interventions of the international cooperation apparatus, in Norway as well as in the EU.

ASSUNTO(S)

human sciences

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