Carbamazepine for prevention of chemotherapy-induced nausea and vomiting: a pilot study

AUTOR(ES)
FONTE

Sao Paulo Med. J.

DATA DE PUBLICAÇÃO

14/04/2014

RESUMO

CONTEXTO E OBJETIVO: Náusea e vômito são inconvenientes importantes para pacientes submetidos a quimioterapia. A despeito do tratamento preventivo padrão, náuseas e vômitos induzidos por quimioterapia (NVIQ) ocorrem em aproximadamente 50% dos pacientes. Na tentativa de otimizar este tratamento, avaliamos os possíveis efeitos da carbamazepina na prevenção de náuseas e vômitos induzidos por quimioterapia. TIPO DE ESTUDO E LOCAL: Estudo fase II, prospectivo, não randomizado, aberto, realizado em um serviço público brasileiro de oncologia. MÉTODOS: Recrutaram-se continuamente pacientes alocados para o primeiro ciclo de quimioterapia altamente emetogênica. Além do protocolo anti-emético padrão disponibilizado, os pacientes receberam carbamazepina, por via oral, em doses escalonadas, a partir do terceiro dia anterior até o quinto dia após a quimioterapia. Dada a escassa evidência de eficácia dos anticonvulsivantes na prevenção de NVIQ, adotamos o desenho de Simon em duas fases, que deveria incluir 43 pacientes a não ser que prevenção completa global não fosse alcançada em 9 dos primeiros 15 participantes. O questionário "Functional Living Index-Emesis" foi usado para avaliar o impacto na qualidade da vida. RESULTADOS: Nenhum dos 10 pacientes (0%) apresentou prevenção completa global. Três tiveram a carbamazepina suspensa por sonolência e vômito antes da quimioterapia. Sete foram capazes de tomar a medicação por todo o período proposto e nenhum obteve resposta, sendo então interrompido o estudo. Não houve impacto na qualidade da vida. CONCLUSÃO: Carbamazepina não foi efetiva para prevenção de NVIQ e apresentou perfil deletério de efeitos adversos nesta população. CONTEXT AND OBJECTIVE: Nausea and vomiting are major inconveniences for patients undergoing chemotherapy. Despite standard preventive treatment, chemotherapy-induced nausea and vomiting (CINV) still occurs in approximately 50% of these patients. In an attempt to optimize this treatment, we evaluated the possible effects of carbamazepine for prevention of CINV. DESIGN AND LOCATION: Prospective nonrandomized open-label phase II study carried out at a Brazilian public oncology service. METHODS: Patients allocated for their first cycle of highly emetogenic chemotherapy were continuously recruited. In addition to standard antiemetic protocol that was made available, they received carbamazepine orally, with staggered doses, from the third day before until the fifth day after chemotherapy. Considering the sparseness of evidence about the efficacy of anticonvulsants for CINV prevention, we used Simon's two-stage design, in which 43 patients should be included unless overall complete prevention was not achieved in 9 out of the first 15 entries. The Functional Living Index-Emesis questionnaire was used to measure the impact on quality of life. RESULTS: None of the ten patients (0%) presented overall complete prevention. In three cases, carbamazepine therapy was withdrawn because of somnolence and vomiting before chemotherapy. Seven were able to take the medication for the entire period and none were responsive, so the study was closed. There was no impact on the patients' quality of life. CONCLUSION: Carbamazepine was not effective for prevention of CINV and also had a deleterious side-effect profile in this population.

ASSUNTO(S)

health sciences

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