Atividade física em trabalhadores de Centros de Atenção Psicossocial do Sul do Brasil: tendências temporais

AUTOR(ES)
FONTE

Cad. Saúde Pública

DATA DE PUBLICAÇÃO

2014-12

RESUMO

O objetivo foi apresentar tendências temporais de atividade física e fatores associados em trabalhadores de Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) da Região Sul do Brasil entre 2006 e 2011. Pesquisa transversal, parte do estudo Avaliação dos CAPS da Região Sul do Brasil/CAPSUL. Foram coletadas variáveis de saúde física, saúde mental por meio do Self-Report Questionnaire (SRQ-20) e atividade física usando-se o International Physical Activity Questionnaire (IPAQ). Participaram 435 trabalhadores de CAPS em 2006 e 546 trabalhadores em 2011. As prevalências totais de atividade física (≥ 150 minutos semanais) foram 23,2% em 2006 e 17,6% em 2011, e de distúrbios psiquiátricos menores 11% e 8,4%. Não houve diferença na atividade física de homens e mulheres. Em 2006, sujeitos com menor escolaridade (p = 0,03) e menor renda (p = 0,01) apresentaram maior nível de atividade física. Em 2011, trabalhadores de CAPS localizados em municípios de grande porte apresentaram maior nível de atividade física (p = 0,02). São necessárias intervenções promotoras de atividade física nessa população, principalmente em trabalhadores de CAPS residentes em municípios de pequeno porte.The aim of the study was to analyze temporal trends of physical activity among staff workers in Centers for Psychosocial Care and associated factors in southern Brazil from 2006 to 2011. This cross-sectional study was part of the Evaluation of Centers for Psychosocial Care in Southern Brazil/CAPSUL. Physical and mental health variables were collected using the Self-Report Questionnaire (SRQ-20), and physical activity was measured with the International Physical Activity Questionnaire (IPAQ). Participation included 435 staff workers in 2006 and 546 in 2011. Total prevalence rates were: physical activity (≥ 150 minutes/week) 23.2% in 2006 and 17.6% in 2011 and minor psychiatric disorders 11% and 8.4%. There was no statistically significant difference in physical activity between men and women. In 2006, individuals with less schooling (p = 0.03) and lower income (p = 0.01) showed higher levels of physical activity. In 2011, staff workers in larger cities showed higher levels of physical activity (p = 0.02). Interventions are needed to promote physical activity in this population, especially among staff workers at Centers for Psychosocial Care in smaller municipalities.

ASSUNTO(S)

health sciences

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