Adenoma hepático

AUTOR(ES)
FONTE

ABCD, arq. bras. cir. dig.

DATA DE PUBLICAÇÃO

31/08/2013

RESUMO

INTRODUÇÃO: Os tumores hepáticos benignos, devido à relativa facilidade na identificação através de exames de imagem, tiveram incidência crescente na população nos últimos anos, tornando-se quadro frequente na rotina clínica e muitas vezes um desafio para clínicos e cirurgiões. Logo, o médico passou a enfrentar dilemas relacionados ao diagnóstico e conduta nestes pacientes assintomáticos e portadores de nódulos hepáticos. OBJETIVO: Atualizar o conhecimento dos adenomas hepáticos frente à evolução ocorrida com seu conhecimento nos últimos anos. MÉTODO: Foi efetuada revisão da literatura em consulta na Medline/Pubmed, Scielo, Embase e Lilacs com cruzamento dos seguintes descritores: adenoma hepático, cirurgia, tratamento clínico, diagnóstico, fisiopatologia e biologia molecular. CONCLUSÃO: O diagnóstico incidental de lesões assintomáticas constitui grande dilema na prática clínica, pois traz intensa angústia para o paciente e seus familiares, e muitas vezes tornam-se um desafio para o clínico ou cirurgião. É lesão de particular interesse, pois pode apresentar evolução tanto benigna como complicações potencialmente letais. O adenoma hepático deixou recentemente de ser lesão de ressecção obrigatória; atualmente, adota-se conduta mais individualizada, visando menor morbimortalidade. À luz dos novos avanços da biologia molecular, cabe ao médico que o diagnostica identificar aqueles com potencial evolução desfavorável, para que nesses seja empregada conduta mais agressiva.BACKGROUND: Benign liver tumors, due to its relative easeness its imaging identification, have their incidence increasing in population in recent years, becoming frequent in the clinical picture and often a challenge for clinicians and surgeons. Doctors began to face dilemmas related to diagnosis in asymptomatic patients with liver nodules. AIM: Update the knowledge of hepatic adenomas due to the crescent diagnosis seen in the recent years. METHODS: Was performed a literature review consulting Medline/PubMed, SciELO, Embase, Lilacs database with the following descriptors: hepatic adenoma, surgery, medical treatment, diagnosis, pathophysiology and molecular biology. CONCLUSION: The diagnosis of incidental asymptomatic lesions is a major dilemma in clinical practice because it brings intense distress for patients and their families, and often become a challenge for the physician or surgeon. Injury is of particular interest because it can provide both benign evolution or potentially lethal complications. Recently, its resection is no more mandatory; currently, more individualized treatment are required, aiming less morbidity. In light of new advances in molecular biology, the physician who diagnoses the lesion must identify the potential unfavorable evolution, and recognize cases who need more aggressive medical management.

ASSUNTO(S)

health sciences

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