A influência das condições climáticas na durabilidade dos revestimentos de fachada: estudo de caso na cidade de Goiânia GO / The influence of climatic conditions on the durability of facade coatings: a case study in the city of Goiânia-GO

AUTOR(ES)
FONTE

IBICT

DATA DE PUBLICAÇÃO

29/08/2012

RESUMO

A deterioração das fachadas dos edifícios está relacionada com os elementos climáticos. A compreensão da ação conjunta da chuva, vento e insolação é importante para prevenção de manifestações patológicas, garantindo, assim, a durabilidade dos revestimentos. Para tanto, torna-se essencial o conhecimento a respeito dos mecanismos de transporte de calor e umidade em materiais porosos. Os problemas relacionados a estes fenômenos são diversos, dentre eles a variação dimensional, que pode ocasionar fissuras. A orientação solar e a presença de detalhes arquitetônicos nas fachadas podem provocar a existência de pontos mais úmidos, o que favorece a deposição de poluentes e a proliferação de microorganismos, causando manchamentos. Deste modo, o presente trabalho objetiva a análise e entendimento de aspectos que visem à durabilidade dos revestimentos de fachadas a partir da compreensão da influência dos fatores climáticos em edifícios da Escola de Engenharia da Universidade Federal de Goiás (UFG), na cidade de Goiânia - GO. Metodologicamente, o estudo propôs-se à: realização de uma vistoria, com o intuito de quantificar e mapear as manifestações patológicas presentes; medições de temperatura e umidade superficiais nas estações seca e chuvosa, buscando relacioná-las com as orientações cardeais; cálculo do índice de chuva dirigida direcional mensal utilizando os dados da estação meteorológica da UFG; e realização de imagens termográficas, também nos períodos seco e chuvoso. Como principais resultados, verificou-se que as fachadas estão expostas a diferentes níveis de umidade e temperatura, o que pode favorecer a maior deterioração destas. Constatou-se que a fachada Norte é a que recebe mais insolação tanto no período seco quanto no chuvoso, contribuindo para um alto índice de fissuração. A mesma orientação também é uma das mais úmidas e com maiores níveis de manchamento, informação consolidada por meio do índice de chuva dirigida direcional que, nos meses de janeiro e fevereiro de 2012, atingiu um dos valores mais altos. Observou-se também que, dentre os locais escolhidos para as medições de umidade e temperatura superficiais, o mais propício à deterioração são os detalhes arquitetônicos, pois atingiram os mais altos valores. Em relação à termografia infravermelha, constatou-se que o melhor período do ano para as inspeções era na época seca e no horário da tarde. Nestes períodos, foi possível a identificação de manifestações patológicas nas fachadas, como manchas, fissuras e fantômes. Um exemplo é o caso das fissuras que possuíam temperatura 1C menor que a parte da alvenaria sem defeitos. Foi possível a também a visualização de pontos úmidos, bem como dos pontos do revestimento que estavam sobre a alvenaria e a estrutura.

ASSUNTO(S)

patologia fachada chuva dirigida insolação manchamento construcao civil pathology facade wind-driven rain insolation staining

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