OS USOS DO FACEBOOK NAS MANIFESTAÇÕES DOS SIMBOLISMOS ORGANIZACIONAIS

AUTOR(ES)
FONTE

REAd. Rev. eletrôn. adm. (Porto Alegre)

DATA DE PUBLICAÇÃO

2014-12

RESUMO

Este artigo tem o objetivo de compreender a relação entre os usos do Facebook pelos membros do jornal on-line XYZ e as manifestações dos simbolismos organizacionais. Para contextualizar o caminho adotado para tratar do objetivo foram articuladas contribuições teóricas sobre interacionismo simbólico, interpretativismo e simbolismo organizacional. Tais contribuições baseiam a discussão de que a interação social, a comunicação e os usos do Facebook estão relacionados entre si no cotidiano organizacional. A partir dessa relação no cotidiano, diferentes grupos sociais elaboram construções simbólicas com o potencial de marcar o contexto organizacional. Parte-se do entendimento de que isso ocorre na medida em que os simbolismos construídos interferem nas articulações entre os próprios grupos sociais nas organizações. O método qualitativo norteou a abordagem empírica neste estudo. A coleta de dados foi realizada mediante pesquisa bibliográfica e documental, netnografia e entrevistas semiestruturadas. O tratamento dos dados se deu por meio da análise de conteúdo, na modalidade temática. Após a análise, observou-se que o Facebook é um canal de trocas simbólicas entre os sujeitos na organização, porém, nessa mídia, essas trocas são veladas. Evidenciou-se um entendimento compartilhado de que no Facebook há muita exposição e por isso as pessoas têm medo de postar informações pessoais ou sobre o trabalho, pois acreditam estar sendo vigiadas. Nesse contexto, outras redes sociais digitais também foram identificadas como veículo de troca de conteúdos simbólicos.This paper aims to understand the relation between the uses of Facebook by members of the online newspaper XYZ and the manifestations of organizational symbolisms. In order to contextualize the approach adopted to deal with the objective, theoretical contributions on symbolic interactionism, interpretivism and organizational symbolism were articulated. Such contributions are the basis to the discussion according to which social interaction, communication and the uses of Facebook are related to each other in the organizational routine. From this relationship in daily life, different social groups elaborate symbolic constructions with the potential to mark the organizational context. We start from the understanding that this occurs to the extent that the built symbolisms interfere in the articulations between the social groups in the organizations. The qualitative method guided the empirical approach in this study. Data collection was performed by literature and desk research, netnography and semi-structured interviews. The data were treated by content analysis, in the thematic mode. After analysis, it was observed that Facebook is a channel of symbolic exchanges between individuals in the organization, however, in that media, these exchanges are veiled. It became evident the existence of a shared understanding that, on Facebook, there is a lot of exposure which is why people are afraid to post personal information or information about their jobs, because they believe they are being watched. In this context, other digital social networks have also been identified as means for exchanging symbolic content.

ASSUNTO(S)

applied social sciences

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