Dimensão da margem cirúrgica nas ressecções de metástase hepática de câncer colorretal: impacto na recidiva e sobrevida

AUTOR(ES)
FONTE

ABCD, arq. bras. cir. dig.

DATA DE PUBLICAÇÃO

30/11/2013

RESUMO

RACIONAL: Aproximadamente 50% dos pacientes com tumor colorretal apresentam metástase hepática sendo a hepatectomia o procedimento terapêutico de escolha. Discutem-se diversos fatores prognósticos; entre eles, a margem cirúrgica é fator sempre recorrente, pois não existe consenso da distância mínima necessária entre o nódulo metastático e a linha de secção hepática. OBJETIVOS: Avaliar as margens cirúrgicas nas ressecções de metástases hepáticas de câncer colorretal e sua correlação com recidiva local e sobrevida. MÉTODOS: Estudo retrospectivo, baseado na revisão dos prontuários de 91 pacientes submetidos à ressecção de metástases hepáticas de neoplasia colorretal. Foi realizada revisão histopatológica de todos os casos com aferição da menor margem cirúrgica e observar o resultado tardio em relação à recidiva e sobrevida. RESULTADOS: Não houve diferença estatística nas taxas de recidiva e no tempo de sobrevivência global entre os pacientes com margens livres ou acometidas (R0vsR1), assim como não houve diferença entre as margens subcentimétricas e as maiores de 1 cm. A sobrevida livre de doença dos pacientes com margens microscopicamente acometidas foi significativamente menor do que dos com margens livres. A análise uni e multivariada não identificou a margem cirúrgica (R1, exígua ou menor que 1 cm) como fator de risco para recidiva. CONCLUSÕES: As ressecções de metástases hepáticas com margens livres de doença, independentemente das dimensões da margem, não influenciou na recidiva tumoral (intra ou extra-hepática) ou na sobrevida dos pacientes.BACKGROUND: Approximately 50% of the patients with a colorectal tumor develop liver metastasis, for which hepatectomy is the standard care. Several prognostic factors have been discussed, among which is the surgical margin. This is a recurring issue, since no consensus exists as to the minimum required distance between the metastatic nodule and the liver transection line. AIM: To evaluate the surgical margins in liver resections for colorectal metastases and their correlation with local recurrence and survival. METHODS: A retrospective study based on the review of the medical records of 91 patients who underwent resection of liver metastases of colorectal cancer. A histopathological review was performed of all the cases; the smallest surgical margin was verified, and the late outcome of recurrence and survival was evaluated. RESULTS: No statistical difference was found in recurrence rates and overall survival between the patients with negative or positive margins (R0 versus R1); likewise, there was no statistical difference between subcentimeter margins and those greater than 1 cm. The disease-free survival of the patients with microscopically positive margins was significantly worse than that of the patients with negative margins. The uni- and multivariate analyses did not establish the surgical margin (R1, narrow or less than 1 cm) as a risk factor for recurrence. CONCLUSION: The resections of liver metastases with negative margins, independently of the margin width, had no impact on tumor recurrence (intra- or extrahepatic) or patient survival

ASSUNTO(S)

health sciences




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